Aquecimento globalzinho no peito.

12 Nov

Muito gostamos nós de fotografias de mãos todas cagadas de terra, enrugadas pelo sol e maltratadas do trabalho árduo que dá apanhar o que comemos confortavelmente, num centro comercial com ar condicionado e música ambiente. Dá-nos assim um “aquecimento globalzinho” no peito, saber que não fomos nós a ter que malhar lá com os costados.

Humm… e agora vou beber um café apanhado em florestas sustentáveis, por pessoas que de certeza que adoraram estar lá a vergar a mola por 2€ ao dia… o suficiente para não comerem um exagero e contribuírem para o aumento da taxa de obesidade mundial.

Engordamos nós por eles mas, dessas geografias, nem um obrigado. Enfim, é o mundo que temos.

Público errado.

11 Nov

Nada como fazer aquela conversinha de circunstância do “pois… isto não anda fácil para ninguém…”, com uma pessoa que – ao despedir-se – entra para um Maserati.

Boa Factos.

De certeza que o senhor ficou muito impressionado com a tua pelintrice.

Fui deserdado!?

7 Nov

Se somos todos filhos de Deus, porque raio não me tocou uma casita destas nas partilhas!?

Boas áreas, centro da cidade, cheia de luz, bom pé direito, mobilada com bancos corridos e muita talha dourada para vender em leilões da especialidade (os bancos corridos oferecia a um ginásio porque sou uma pessoa que gosta de ajudar os outros). Para terminar, a cereja em cima do bolo… aquele anexo dos falecidos onde cabem – à vontade – dois carros grandes.

Zero. Até ver, nada. Que mal fiz eu a Deu… ao pai! Que mal fiz eu ao pai!?? Cheira-me que fui adoptado e ninguém tratou dos papéis a tempo.

Mais forte na imaginação do que na sedução…

24 Out

Eu, a almoçar sozinho em frente a duas miúdas giras, ambas sozinhas. Nos filmes, faria uma abordagem vencedora a uma delas e sabe Deus onde nos levaria a tarde. Dependendo do filme, faria uma abordagem às duas e provavelmente a tarde levar-nos-ia ao apartamento da que, coincidentemente, viveria em cima do restaurante.

Nesse filme, uma era hispânica e a outra tinha um talento que não interessa partilhar aqui. Coisas cá minhas.

Mas na vida real, são portuguesas. Estão na vida delas e com ar de quem preferia mil vezes espetar um garfo num olho, do que estar agora a levar com piadolas do gordo da frente. Eu, também na minha vidinha, prefiro nem olhar muito… não vá uma delas soltar um “desculpe, precisa de alguma coisa!?”. Que vergonha.

E agora, vou mas é parar com isto porque chegou a única coisa que vai ser comida nesta história. Meio frango manhoso. Com sorte, veio de algum aviário espanhol e já não se perde tudo.

Até já.

Gaia

12 Set

Uma pausa na condução, para contemplar a internacionalmente aclamada “luz de Gaia”.

Não sei se alguma vez foi. Mas eu estou a aclamá-la agora e tenho ideia que aclamei uma outra vez, quando estava em Espanha. Se não aclamei, vou aclamar. Como tal, é verdade que esta luz é aclamada em mais que um país, logo, internacionalmente. Basta uma pessoa, certo!?

Ui… e agora tenho que bazar porque o carro atrás já está a apitar… está nervoso o menino. Era “aclamar a tromba num semáforo” que ficava já mais calmo. Enfim, gente que não sabe apreciar o belo. JÁ VOU!! CALMA!!

Eficiência energética.

4 Set

Um bafo descomunal lá fora. Um fresquinho espectacular cá dentro. Passamos a vida a lamentar as pobres almas que vivem nos túneis do metro mas raramente elogiamos a fantástica climatização das suas casas. Impecável.

Calhou cocó

2 Set

Um, importou um gigantesco cocó de cão para os seus ténis novos. O outro, produziu o seu próprio “cocó artesanal” (tudo biológico e sem recorrer a rabos alheios), armazenou-o nos calções e chamou-me no fim, só para ver a iguaria que ali tinha.

A mim, tudo nesta casa me cheira a merda.

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