Isto são factos! O meu amigo não me ia enganar!

19 Fev

Não me digam que não sabiam que a reciclagem é uma cena inventada pelo loby gay, apenas para ser mais fácil saber quem é quem!? Porra! Até acredito que pessoas com menos instrução possam ter caído nesse engodo mas caraças… não me digam que acham mesmo que separar o lixo serve para salvar o mundo e não para que possamos ver homens feitos a passear na rua com três sacos coloridos enquanto garantem que os enfiam no contentor certo.

Mas quem é que ainda tem dúvidas que duas semanas depois de andarmos a meter o vidro no vidrão, começamos a sentir – sem perceber bem porquê – que vidro é no vidrão e pila é no rabão!??

E isto são factos. Foi um amigo meu que me contou esta história quando o apanhei aos beijos a outro gajo na porta de casa dele. Coitado… achou que estava a reciclar, a fazer a parte dele para salvar o mundo mas… quando deu por ele já era tarde. Falámos pouco porque o senhor que estava com ele tinha sede e subiram para beber um copo de água. Mas nem devia haver água porque eu fiquei cá em baixo à espera e eles ainda demoraram umas horas a conseguir encontrar alguma coisa de jeito para beber.

Enfim, isto ninguém me contou. Fui eu que vi.

Só não acredita quem não quer.

E o meu amigo não me ia enganar!

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Raisparta que me apanhou de surpresa.

9 Fev

Factos Filho, já bêbedo de sono, minutos antes de adormecer, perguntou-me: “Pai, gostas de ver o rabo a rir?”.

Não percebi se, do alto dos seus 4 aninhos, estava a querer ter uma conversa mais profunda ou se, simplesmente, queria dicas. Sei é que fiquei meio desorientado e fugi à questão, com o clássico “vá, vá… toca a dormir porque já não são horas de rabos a rir.”.

Se bem que a vida ensinar-lhe-á que qualquer hora, é uma excelente hora para um rabo a rir.

Porra. Não estive bem.

#naquécáconfusões

9 Fev

Claro que não fui eu que fiz isto!!! Nem sequer lhe toquei!! Mas agora sou o quê!?? Um desses mariquinhas do saudável!? Epá, tenham juízo. Claro que para mim, assei meio frango e abri duas médias, antes de beber um café com cheirinho. Não tenho é fotos disso.

Mas não me confundam!

Dead Mira Walking

7 Fev

Pessoal do Miratejo:

Não sei se é dos carochos, se daquela malta que está sempre semi-bezana às três da tarde ou simplesmente dos que já fritaram há anos e andam a passear pela rua com “ojolhinhos” vidrados…

…mas a verdade é que o meu puto acabou de me dizer que tem medo de zombies e, quando lhe disse que zombies não existem e são só bonecos, ele vira-se e diz: “Não, não, pai… ao pé da casa da avó há zombies”.

Temos que tratar disto. Ou então tem que lá ir passar uma temporada, para ver se abre a pestana e se deixa de mariquices.

Cuecas de Murphy

18 Jan

Porque raio é que, sempre que se escapam uma cuecas do estendal para os vizinhos de baixo, nunca deixamos cair umas cuecas novas!?

Porque raio não deixamos cair aquelas que comprámos há dois dias e que, por não haver mais baratas, até são daquela marca mais cara que passa a mensagem “sim senhor, vai ali um indivíduo que enverga cueca de qualidade superior… humm… isto significa que tudo naquela zona deve ser material premium…”. Nunca acontece isto. Nunca.

Caem sempre aquelas cuecas que pusemos a lavar porque “ainda fazem a futebolada de sábado e depois vão pro lixo, porque já estão uma miséria”. O tipo de cuecas que nos fazem morrer de vergonha quando a vizinha aparece com elas na mão a perguntar se são nossas e nos obrigam a repostas tão rápidas e credíveis como “não… não são minhas… isso deve ter sido algum pássaro que deixou cair...”.

E isto é quando são nossas. Porque se caírem umas cuecas de mulher, são sempre os fios dentais mais ousados que lá houver em casa. Só mesmo para obrigar aquela ida lá baixo para pedir as cuecas que caíram no terraço e, nesse caso, aparecer o vizinho com elas na mão enquanto olha para nós com aquele sorrisinho estúpido de quem está a imaginar a safadona da nossa mulher com elas vestidas. Porco nojento!

Como se eu alguma vez tivesse imaginado a mulher dele nos mesmos propósitos. Como se alguma vez tivesse reparado nas cuecas dela quando se baixa para apanhar o saco das compras ou no decote siciliano que enverga volta e meia. Como se eu fosse desses!

Enfim… vida de estendal.

O 11 inicial está em campo.

15 Jan

O primeiro 11 está formado. O jogo vai começar.

Sabemos que não será fácil e que tem que haver concentração da defesa ao ataque. A técnica está lá. A força também. Cabeça e coração no lugar. E que coração o dela. Como bate e como – não poucas vezes – me faz bater mal.

Ainda há muito trabalho pela frente, muito treino e muito jogo. Estarei, treinador que sou, sempre junto à linha a gritar lá para dentro. A dar indicações. A orientar. Aos poucos, a vê-la jogar cada vez mais livre e a aprender com o seu próprio talento. E quando as más decisões forem minhas, porque não se acerta sempre, será ela (já é, mesmo sem saber), a olhar para mim e a dizer, qual Cristiano, “Eu, estou aqui!”.

E eu também. Nas derrotas e nas vitórias. Nos empates, nas lesões e nos beijos que a envergonham no portão da escola. Até ao apito final, estarei sempre aqui.

Onze anos de Factos Filha. ONZE!

Como é que isto aconteceu!??

Parabéns miúda!

Não sei se foi da descida das temperaturas mas hoje foi novamente dia de… ALERTA CASTANHO!

11 Jan

Vamos ao que interessa. Existem wc’s para Homens, Mulheres, Deficientes, Crianças e Fraldários. Mas falta um. O wc para “Adultos Sozinhos Com Uma Criança de Dois Anos Que Não Pára Quieta e Que Precisam Urgentemente de Avançar Para um Nr2”!

Parece parvo, eu sei. Mas vão por mim… na hora H, isto faz todo o sentido!

Pensem comigo. Estamos a falar de uma criança sobre a qual não temos qualquer controlo. É escusado dizer “fica aí quietinho e não mexas em nada, enquanto o pai faz aqui um “air toilet” (um género de “air guitar” mas em que se faz um agachamento que simula a existência de uma sanita que substitui aquela onde jamais nos sentaremos)”. Podem dizer o que quiserem mas a verdade é que no momento em que estiverem com a vossa agilidade reduzida em 95%, ele vai:

A) abrir a porta e sair.

B) sentar-se no chão e chapinhar numa poça de sabe Deus o quê.

C) aproveitar que estão em modo “air toilet” e mexer na “real toilet” antes de pôr as mãos na boca.

D) pegar no piaçaba que lá está e desatar a abaná-lo no ar como se fosse um mata-moscas que salpica tudo em seu redor.

É isto que vai acontecer.

E como tal, no momento em que o meu cérebro colocou o meu corpo em Alerta Castanho, eu soube que a contagem decrescente tinha começado e mais valia esquecer tudo o que me tinha levado àquele centro comercial. Era hora de fugir para casa… e rápido.

Agora, o que eu não estava a contar é que a meio da nervosa viagem para casa, o meu cérebro comunicasse ao resto do corpo que isto ia ser um desafio de Grau 10 (numa escala de 0 a 5) e que o que eu pensava serem 15min de segurança, se tinham transformado em apenas cinco.

04m59s.

04m58s.

04m57s.

04m56s…

Ai minha Nossa Senhora! Acelerei o mais que pude mas o impensável aconteceu.

Calma. Não foi isso.

O impensável era estar trânsito parado no viaduto Duarte Pacheco às onze da manhã! Comecei a fazer todos os caminhos alternativos. Rezei aos deuses do Waze que me teletransportassem para casa. Conduzi firme e hirto, já quase sem me conseguir sentar. E lá consegui chegar à minha rua, onde a essa hora deveria ser fácil estacionar.

Não foi. Nem um lugar. Mais tempo perdido em voltinhas, até finalmente estacionar nos confins do inferno.

Durante todo este processo, o meu maquiavélico cérebro não parou de me tentar quebrar. Primeiro, com a constante ideia (que me esforcei por ignorar) de que não valia a pena, que as coisas são como são e que mais valia deixar-me ir e encarar aquilo como um azar que aconteceu. Um bocado como quando no ginásio nos diz que não aguentamos mais mas afinal ainda havia forças para fazer mais uma repetição. Não cedi! E como tal, o maldito cérebro resolve torturar-me e só me vinham à cabeça imagens do momento em que já estaria em casa a tratar das minhas coisas em segurança. Só para ver se eu me distraía. Não distraí.

Mas quando parei o carro e pensei sair, tive uma cólica lancinante, daquelas de virem lágrimas aos olhos enquanto me contorcia de dores no meio do carro, pernas em figas para não ceder e o puto no banco de trás – vá-se lá saber porquê – com a língua de fora a fazer aqueles barulhos de traque contínuo. Tudo a ajudar.

A dor acalma e penso “É agora! Tenho aqui uma janela de oportunidade até à próxima!”. Saio a correr, pego no puto, vou numa caminhada rápida mas sem passadas muito largas em direcção a casa. Vejo a porta do prédio e entro a pensar que o pior já estava. Do nada, uma voz grita: “não deixe fechar por favor!”. Afinal, além do puto ao colo, ainda tive que levar com um desconhecido atrás… sem que o próprio sonhasse com os riscos que corria a cada lanço de escadas.

Entrei em casa. Tudo para o meio do chão à bruta. Criança incluída. O resto é história e um final feliz.

Mas isto tudo para dizer que sim… devia haver um wc para adultos com crianças em situações limite.

Pensem nisto.

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