Não me venham com veteranos de guerra…

6 Dez

Traumas do Ultramar!? Veteranos do Vietname!? Mazelas do Iraque!? Pesadelos de Cabul? Ecos de Guantanamo!? Reféns na Libéria!? Pelo amor de Deus… façam-se homenzinhos e deixem-se de lamúrias e de mariquices.

No dia em que a vossa mulher se ausentar e vos deixar com um puto de três meses e outro de dois anos, durante três dias, a trabalhar a partir de casa… aí sim, venham falar-me de violência física, psicológica e de dores que ficam para sempre.

Até lá, não me venham com “carreguei os bocados do meu companheiro de armas, numa mochila, só para que a família dele tivesse algo para enterrar…” porque esse gajo já não gritava nem esperneava cada vez que se lembrava que queria bolachas.

Vocês sabem lá o que isto está a ser. Não me lixem.

“Porra que há malta esperta pra crlh…”

6 Dez

Porra, há malta esperta pra c@ra£h0!” – é o que penso sempre que vejo notícias sobre hackers que assaltam contas bancárias com esquemas que não lembram ao menino jesus. Sendo eu um daqueles gajos que, à primeira dificuldade, liga para os colegas da informática com o tradicional: “Isto não está a dar!“, claro que fico banzado com a esperteza de malta que entra nos sistemas hiper-protegidos dos bancos, para se abotoar ao guito alheio.

E digo-vos mais… sempre que vejo uma notícia como a da foto (uns maduros arrecadaram uma pipa de massa com um esquema demasiado complexo para esta minha cabecinha simplória), acho que eles deviam ficar com o dinheiro como prémio e, durante os próximos 5 anos, receber um valor mensal três vezes superior ao do director de IT do banco lesado.

O banco, além de repor o dinheiro na conta dos lesados que não têm culpa nenhuma da sua incompetência, deveria ser obrigado a fazer uma campanha publicitária durante um mês onde diria algo como: “Podemos ser muita bons ao nível da taxa de juro, spread, TAEG e o raio que parta. Mas no que toca à segurança do vosso dinheiro, seremos sempre a bitch do hacker X“.

Assim sim. Incompetência dava direito a vexame na praça pública e o engenho seria altamente premiado. O seu a seu dono.

Não aprendas a ler os sinais, não…

4 Dez

A minha mulher adora dizer que o nosso puto “maivelho” gosta muito mais dela do que de mim, que é vidrado nela, que a chama sempre à noite, etc, etc…

Curiosamente, ainda hoje lhe deu mega soco no meio da cara… sem querer.

E agora fui dar com ela a chorar no quarto, porque o petiz aproveitou que estava deitada para lhe aviar com o objecto da foto, bem pesado por sinal, novamente na cara… sem querer.

“Sem querer”.

Viu-a deitada, levantou aquilo, apontou e deixou cair com toda a força, no mesmo sítio onde já tinha dado um soco há menos de uma hora atrás. Mas foi sem querer.

Ok.

Não façamos julgamentos precipitados.

3 Dez

E aquela malta que é capaz de estar sem tomar banho desde quinta-feira, passar dias de pijama, estar com aquele cabelo de cama todo o dia, não trocar de roupa interior, deixar uma nuvem tóxica de mau cheiro quando passa, comer com as mãos se não estiver ninguém a ver, enfiar comida na boca sem conseguir fechá-la e, ainda assim, não se inibir de ir à rua e – se necessário – interagir com outros seres humanos (sem ser os filhos e mulher que já devem estar anestesiados)!?

Estão a ver esse tipo de primatas!? Não se precipitem a julgá-los. Podem ter um bom motivo. Preguiça ou assim…

Além de que lavam sempre os dentes e não saem à rua sem mil camadas de roupa que escondem o que se passa por baixo.

E têm coração.

Clooney… da vida real.

30 Nov

Homem de trinta e muitos anos, está ao balcão de um bar de hotel. Fato preto sem gravata, camisa branca imaculada. Ao seu lado, uma mulher. Também ela trintona, embora o corpo diga que são menos. Apesar da forma sedutora como se mexe, é o olhar que o prende. Aqueles olhos que não o largam e que tentam perceber o que faz ele ali. Estará sozinho? Que tipo de homem será? Disposto a uma aventura? Saberá guardar um segredo? Sem respostas, ela vai fantasiando. Ele gostava de lhe dizer tudo isso mas… e ela? Quem será ela? Será de confiança? Se ao menos surgisse um desbloqueador de conversa. Ao pegar na carteira para pagar, caem algumas coisas. Um cartão onde podia ler-se “Serviços Secretos“, dois passaportes com diferentes nacionalidades e um microchip com uma inscrição em cirílico. Torna-se impossível aguentar tanta curiosidade e ela resolve avançar…

Isto é nos filmes.

Eu, quando abro a carteira para pagar seja o que for, caem sempre a merda dos cartões do Continente e do Pingo Doce. É que não falha! É como se o universo quisesse garantir que a mulher no bar do hotel não tivesse dúvidas sobre o gajo que ali está. Um quase quarentão, caçador de descontos em grandes superfícies. E atenção que não é um cartão do Corte Inglés, onde é tudo melhor e mais caro, deixando no ar a possibilidade de ser um solteirão com poder de compra. Nada disso. É mesmo do Continente por causa dos descontos nas fraldas e do Pingo Doce por causa dos produtos de marca própria que são bem fixes. E não cai um. Caem os dois para que fique claro que este menino é um ranhoso que não desperdiça uma promoção, esteja ela em que lado da barricada estiver.

Já para não dizer que raramente ando de fato. E quando ando, é porque andei em reuniões o dia todo e a camisa já está tudo menos imaculada. Aliás, só devo ter ido ao bar porque o wifi no quarto era uma merda e não dava para ver Netflix em condições. Já vou estar irritado com isso e sem paciência para conversas com uma senhora que me está a roubar tempo de House of Cards. Nem vou perceber que é engate. Limitar-me-ei a um educado sorriso amarelo, enquanto penso: “Raisparta esta gaja que tirou a minha senha e agora não se cala!“.

Honestamente, na vida real, até agradeço que não metam conversa comigo. Tristeza.

Posso falar com o responsável?

29 Nov

Há dias que prometo a mim mesmo que vou escrever (sim, disse “a mim mesmo” e sei que não poderia ser “a mim outra coisa qualquer” mas também não estou com paciência para nazizinhos da gramática… por isso calem-se). Até tenho merdas sobre as quais quero dissertar, sendo que algumas até já deixaram de fazer sentido porque se perdeu o timing.

Mas o que também tenho é trabalho a dar com um pau. Merdas para fazer que não acabam e secas descomunais que poderão descambar em stresses enormes, caso não trate delas. E mais problemas, é algo que dispenso. Em cima disso, tenho a merda das contas para pagar e, volto a reforçar, esta merda deste pardieiro insiste em não querer pagar a minha vida de luxos e excessos.

Porquê!? Não faço ideia. Mas seja lá pelo que for, não sei porque raio não posso pertencer ao grupo de pessoas vivem à grande e à portuguesa, à pála dos bitaites que despejam na internet. PORRA! Porque raio não posso ser um dos invejados!?? Não mereço!?? Pelos vistos não.

Mas quero falar com o responsável por esta merda e saber o porquê. E não me venham dizer que o único responsavel sou eu e que sou o “senhor do meu destino”. Não, não sou. E não me venham com mais merdas, porque hoje não estou bom para isso.

Vá… depois quando tiver tempo, tento escrever qualquer coisa de jeito. Pela primeira vez na vida, eu sei.

Vocês é que sabem onde gastam o vosso dinheiro…

26 Nov

Se gostavam de ir a S. Tomé mas não têm onde cair mortos, são uns racistas de merda e preferem sítios cheios de brancos betos, isto fica no Jardim da Estrela. Acho que dá para enganar. O clima é que é mais merdoso nesta altura do ano. E nas outras alturas, também. E o barulho dos carros também corta um bocado aquele “feeling” de paraíso tropical. E os carochos que costumam vir aqui para os bancos mamar litrosas, quando ficam com uma granda broa, às vezes também incomodam. Mas tirando isso, acho uma estupidez gastar tanto dinheiro quando se tem estes cantinhos de sonho no nosso Portugal.

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