Estupidez de intervenção.

25 Apr

Experimentem cantar o “Grândola” com esta letra e garanto-vos que nunca mais vos sai da cabeça:

Mirando a pila moreeeena…“.

O resto da letra fica como quiserem. Estão a sentir a magia!? Isto vai ficar colado ao vosso cérebro, o dia todo. Estão a sentir!?

Ok. Fui longe demais. Desculpem.

Cerimónias factOficiais

25 Apr

Depois de ter homenageado os capitães de Abril com um pequeno-almoço de novela brasileira, vou agora participar activamente nas cerimónias de digestão de tudo o que comi em exagero, através de um hastear de bandeira simbólico (que consiste no meu corpo de jibóia, sentado numa destas cadeiras, a abanar ao sabor do vento).

Depois, quando acordar e constatar que estou vermelho como um cravo, vou enfiar-me na piscina para recriar o banho de multidão que acompanhou as forças armadas pelas ruas de Lisboa.

Voltarei então para a minha espreguiçadeira reclinável que pretende homenagear a cadeira que limpou o sarampo ao ditador e ficarei a atirar caroços de cereja à oliveira que está aqui ao lado (uma representação metafórica do povo que se insurgiu contra Oliveira Salazar).

Enquanto isso, ouvirei Paulo de Carvalho nos meus fones para me relembrar da sua importância nesta data, do respeito que nos merece e do motivo pelo qual continuamos a aturar o Agir.

Para terminar e para que ninguém se esqueça da importância da liberdade de expressão conquistada em Abril, passarei o dia todo a esfregar estupidez como esta na vossa cara. Ou no vosso telemóvel. Ou seja onde for que tiveram o azar de levar com isto.

Ninguém me pode impedir. Tenho boca para falar e digo o que eu quiser. Vocês não mandam em mim. O ar é de todos. E as redes sociais também.

Já era pai. E agora sou o meu pai.

23 Apr

Podia ter ido para a praia que fica a dois passos. Podia estar ali em baixo na piscina (mesmo sem estar tempo para isso). Podia estar nos sofás do terraço a ouvir as conversas dos outros. Podia ter ido andar de bicicleta para o meio do mato ou caminhar nas margens do canal.

Mas também podia pousar as malas no chão do quarto, passar pelas brasas, ficar a ver merdas sem nexo na tv e finalmente – já mais recomposto – vir para a varanda e ficar o resto da tarde virado para umas árvores onde nada acontece.

É oficial. Transformei-me no meu pai.

Não dou uma hora para andar a ver que materiais usaram na construção deste monte…

Buraca, homofobia, racismo, sexo, pretos, paternidade, mulheres em palco, drogas e um açoriano.

22 Apr

Se todas as semanas vos lembro do raio do podcast que provavelmente nunca ouvem, esta semana não poderia deixar de o fazer. E porquê? Ouçam e deixem-se de perguntinhas armadas em espertas.

Tivemos em estúdio o Guilherme Duarte, autor do blog Por Falar Noutra Coisa, amado por uma legião de fãs por esse facebook fora e primeiro repetente de sempre na história d’Ar é de Todos. Um gajo que não precisa de grandes apresentações.

Mas com ele, veio o Miguel Neves… um açoriano que não apareceu agora, que não é uma revelação exclusiva do nosso programa mas que, sem explicação aparente, tem andado um pouco fora do radar. Ou pelo menos, do radar do maralhal em geral. O que é estranho…

Estranho porquê? Porque este cabrão é mesmo muito engraçado. Há ali qualquer coisa, não sei bem explicar, se fosse mulher diria que foi tensão sexual mas assim não… não que não pudesse haver tensão sexual entre dois gajos, nada contra… não sejam já homofóbicos. Mas não foi o caso. Até porque me parece que esse tipo de ramboiada gay é algo que eles resolvem muito bem lá na “boys band de engraçadinhos” a que eles pertencem e que responde pelo nome de “Red Light Comedy” (mais uma alusão a prostituição mas num grupo de rapaziada que percorre o país de sorriso nos lábios). Seja como for, este gajo é – assumidamente – dos melhores.

Ouçam o programa. Ou o que restou dele. Depois de editadas todas as caralhadas que esta rapaziada deixou à solta naquele estúdio.

Clicai e escutai, a minha voz no meio de vós.
Palavra do Senhor. Factos.

PROGRAMA 22

Olha-me este cabrão…

21 Apr

Fim de treino matinal no ginásio. Ou box ou manicure ou lá o que preferem chamar a estas coisas crossfiteiras. Sobra alguma malta que não se vai logo embora e ficamos ali naquela palheta entre rapazes, a falar sobre nada e a matar aquele tempo que nos separa do trabalho e da vida real.

Falava-se dos feitos desses loucos que fazem “Iron Man“, triatlos e merdas afins. Todos conheciam alguém que o faz e todos tinham uma historieta para contar. No meio dessa conversa, um dos presentes vai buscar o telemóvel e mostra-nos o amigo que conseguiu conquistar uns feitos brutais ao nível de merdas incríveis.

Enquanto víamos as fotos, saca esta frase: “…e conseguiu isto com pouquíssimo tempo de treino. E olhem que o gajo já é velho… tem alguns… sei lá… trinta e muitos!“.

Trinta e muitos. Velho. Foda-se.
Chapada de realidade pelas trombas dentro!

Fui tomar banho para não se verem as lágrimas e pirei-me.IMG_1162

Os “Deuses da Macharia Latina” jamais me perdoarão…

15 Apr

Mas em que encruzilhada da vida é que virei na placa que indicava o caminho para “homem que fica em casa, a tomar conta das crianças para que a mulher ande a varrer a noite com as amigas“!??

E o pior é que é o raio de um caminho que já não se dá de volta… Onde já se viu!? Mas em que mundo de direitos iguais é que eu me vim enfiar!?? Raisparta…

Devo um pedido de desculpas aos Deuses da Macharia Latina do Olimpo, por ter fracassado na minha missão. Perdoem-me machos latinos chefes de família à antiga, pois eu pequei. Perdoem-me.  

Não nos atirem “tesudas” para os olhos!

15 Apr
Caras marcas de produtos femininos que comunicam com hashtags como #porquemeamo #soufelizassim #amoomeucorpo #mulheresdeverdade e coisas que tal…
 
…se querem mesmo inovar, não convidem a Jessica Athayde e outras tesudas lindas de morrer para passar esse recado. Convidem a miúda que está a chorar às 04h, sozinha num canto da discoteca e suja de vómito. Aquela que não se safou como as amigas e está a beber com um estranho mais bêbedo que ela e cujas intenções não passam por “ouvi-la a desabafar“.
 
Que a Jessica vive bem com o seu corpo, sabem todas as mulheres com olhinhos na cara. Até eu vivia bem se tivesse aquele corpo. Ali, à mão de semear… vestido de catwoman… enquanto morde o lábio de baixo e gatinha na minha direcção… e…
 
Quer dizer, SE FICASSE VIÚVO!!! Não era agora!!!
E viúvo há mais de 20 anos, entenda-se!!! OK!???
 
Merda. Já falei demais.
jessica athayde
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