Dartacãozanada

30 May

Não sei se vos vai acontecer o mesmo que me aconteceu a mim mas… preparem-se para ver uma parte da vossa infância ser completamente estilhaçada e arrastada para o meio da lama. Aliás, estranho é eu – com a mente pecaminosa que tenho – ter chegado à minha idade sem nunca ter pensado em tal coisa.

E agora que pensei, só gostaria de poder esquecer o que ouvi e seguir com a minha vida normalmente. O que será impossível.

Um colega meu, por via gestual e bastante explícita, acaba de insinuar que a música do Dartacão, no refrão, mais não diz do que: “Dar-te à cão, dar-te à cão“.

Isso mesmo mesmo… “dar-te à cão“. Como em “dar-te“, “das boas“, “à cão“, “sua lambona gostosa“. Dar-te à cão. Correndo grandes perigos… tu e os teus amigos… em jogos divertidos. Dar-te à cão.

E é isto. Agora tentem voltar a ter uma vida normal.

dartacão dar-te à cão

Questão muito pertinente. Admitam.

27 May

Se um engenheiro daqueles que constroem pontes, tiver ficado em casa hoje… também está a fazer ponte? Como é!?? Gasta um dia de férias ou conta como dia de trabalho normal?

Não vale a pena continuar a olhar para o lado, quando o mundo está cheio destas questões verdadeiramente fracturantes. #esefosseconsigo

Construcao Ponte 25 abril 2Construcao Ponte 25 abril 3Construcao Ponte 25 abril 4Construcao Ponte 25 abril 5Construcao Ponte 25 abril

Agora que está tudo esclarecido cá em casa, vou contar-vos.

27 May

Cuidado. Pode acontecer a qualquer um.

Há uns meses atrás, num momento de pura insanidade, não resisti às provocações de uma mulher que se pôs bem a jeito e que tudo fez para me levar à loucura. Não quis saber se eu era casado ou não, se nos poderíamos arrepender, de onde vinha, para onde ia… nada! Quando dei por mim, estava completamente embrulhado numa teia da qual já nem sabia se queria sair ou não.

Quando me viu assim, ainda me perguntou se era mesmo aquilo que queria. Que lata. Claro que era. Naquele momento, já não queria eu outra coisa. Amasso para cá, enrolanço para lá… e assim andámos uns tempos. Não muito.

A coisa acalmou. Mandaram-se umas boquinhas, uns sms com piadinhas, umas insinuações… até que algum tempo depois, chegou a bomba. Certa manhã, vem ter comigo e diz-me que está grávida.

Isso mesmo. Grávida. Imaginem a situação. Grávida.

Eu era um homem casado. Felizmente, ainda sou. Pai de dois e bem ciente de tudo o que isso representa. Subitamente, aparece-me aquela senhora a dizer que o nosso forróbódó, afinal, não ia ficar guardado em segredo na nossa memória. O mundo inteiro teria que saber.

Quase desmaiei com a quebra de tensão. Um turbilhão de emoções, é o que é. A surpresa, o impacto, as contas à vida, o medo. Depois… a alegria e o alívio. A alegria de quem sabe que não há coisa melhor na vida e o alívio de saber que a tal “femme fatale” tem a enorme vantagem de já estar casada comigo. O que, parecendo que não, facilita imenso a logística da coisa.

E é isto. Tenham cuidado porque pode mesmo acontecer a qualquer um.

Lá para Agosto, a família cresce.

Deus devia ser capa da Men’s Health

25 May

Não sei como era o “corpo de Deus” mas caraças… fizeram um feriado por causa disso. Um feriado. Um dia inteiro sem trabalhar, apenas para que o mundo não se esquecesse de como era o corpo Dele.

Respect.

O segredo é planear.

14 May

Plano:Comprar bilhete para o comboio do meio-dia, para não andar em correrias pela manhã. Tomar o pequeno-almoço nas calmas, chamar o Uber, seguir para Sta. Apolónia e aproveitar o tempo extra para sacar umas fotos na estação. Antes de arrancar, comprar qualquer coisa decente para comer e evitar aquelas sandes empacotadas do comboio. Seguir viagem de fones postos a ver a paisagem.

Vida real:Como assim, já são 11h40!?? Merda, é melhor acelerar o passo. Torradas e sumo de laranja, já eram… depois como qualquer coisa na estação. TÁÁÁXI!!! Para Sta. Apolónia por favor!!! Seguir a 20kms com uma múmia mais vegetal que o Aníbal em Belém. Caminhos que não lembram ao menino jesus e quando lhe perguntava porque raio não tinha ido por onde eu achava que devia, limitava-se a dizer, com muita calma: “Aaah pois é… também podia ser“. Chegar a estação, querer sair do carro rapidamente mas… “Epáá, não tenho troco para si. Não tem mais pequeno?“, sempre com aquela calma de quem achava que talvez eu dissesse que não tinha tempo e que poderia ficar com o troco. Não disse! Lá resolvemos o troco e segui a todo o gás para o comboio, no qual entrei 2min antes de arrancar. Zero fotos e zero comer qualquer coisa. Chego ao meu lugar e era daqueles “vómitos friendly”. De costas. Ao meu lado, um gajo que ontem foi curtir a noite e não teve tempo de ir a casa tomar banho. Está tão morto que ao mínimo solavanco, cai pro meu colo. Apetece-me matá-lo mas já tive a idade dele. Se voltar a acontecer, limitar-me-ei a aconchegá-lo e a fazer-lhe festinhas na cabeça até chegarmos ao Porto.

Agora estou na carruagem-bar. A comer sandes empacotadas e a virar coca-colas, na esperança de que estas 2h45 passem rápido.

Imaginemos um cenário em que vamos à rua levar o lixo e acabamos por fazer um desvio que nos leva até uns amigos que estão numa de beber um copo até mais tarde…

11 May

Há uma diferença colossal entre o gajo que está no meio dum bar a dizer aos amigos: “Satisfações!? Quem, eu!?? Deixa-me rir. Vim à rua e limitei-me a informá-la que ia chegar mais tarde. E já foi com sorte. Era o que mais faltava… essa agora“.

…e o gajo que chega a casa depois disso, percebe que não tem chaves e vai ter que lhe pedir para abrir a porta.

Ai meu Deus. E agora? O que é que faço à minha vida? Preferia deixar cair uma bola na jaula dos leões e ter que lá ir buscar. Com a leoa parada. Só a olhar para mim e para a minha figura ridícula e amedrontada.

Mas pronto. Isto não é sobre mim. Queria só falar sobre este tipo de gajos ridículos. Eu sou assumidamente o gajo do primeiro exemplo e tenho pena dos gajos que vivem num regime de terror e opressão, debaixo do jugo ditatorial de quem os controla como pássaros numa gaiola com janelas para um céu azul onde gostavam de estar mas para onde não se atrevem a voar. Desgraçados que só nos envergonham a nós… homens a sério que decidem o seu próprio destino e trilham o seu caminho ao sabor do vento que sopra no momento.

Mas agora vou parar com isto. Está a arrefecer aqui na porta do prédio e ainda tenho que fazer uma chamada delicada.

Até amanhã.

NAAAAASCEU!!!

10 May

Há ocasiões, em que é de crianças que se fala. O momento é delas e são elas, uma vez mais, o melhor que temos na vida. Por isso, deixem-me falar-vos de uma criança. A primeira criança que mudou a minha vida para sempre. E continua a mudar.

Uma criança que nasceu num dia em que eu estava na rua a brincar e quando a minha ama gritou da janela a dizer que já tinha nascido, limitei-me a perguntar: “É rapaz ou rapariga?“. Quando soube que era miúda, deixei-me ficar a brincar enquanto pensava no que raio poderia eu fazer com uma rapariga. Mal sabia eu. Mas rapidamente descobri. Em menos de nada, transformou-se na pessoa mais importante da minha vida e proteger aquela minorca, era a minha função neste mundo.

A minha irmã mudou a minha vida para sempre.

E hoje mudou novamente. Foi há minutos. A minorca foi mãe. MÃE. E fez de mim, tio pela primeira vez.

A MINORCA FOI MÃE!!!E eu não estou a chorar.

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