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Gaia

12 Set

Uma pausa na condução, para contemplar a internacionalmente aclamada “luz de Gaia”.

Não sei se alguma vez foi. Mas eu estou a aclamá-la agora e tenho ideia que aclamei uma outra vez, quando estava em Espanha. Se não aclamei, vou aclamar. Como tal, é verdade que esta luz é aclamada em mais que um país, logo, internacionalmente. Basta uma pessoa, certo!?

Ui… e agora tenho que bazar porque o carro atrás já está a apitar… está nervoso o menino. Era “aclamar a tromba num semáforo” que ficava já mais calmo. Enfim, gente que não sabe apreciar o belo. JÁ VOU!! CALMA!!

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Eficiência energética.

4 Set

Um bafo descomunal lá fora. Um fresquinho espectacular cá dentro. Passamos a vida a lamentar as pobres almas que vivem nos túneis do metro mas raramente elogiamos a fantástica climatização das suas casas. Impecável.

Calhou cocó

2 Set

Um, importou um gigantesco cocó de cão para os seus ténis novos. O outro, produziu o seu próprio “cocó artesanal” (tudo biológico e sem recorrer a rabos alheios), armazenou-o nos calções e chamou-me no fim, só para ver a iguaria que ali tinha.

A mim, tudo nesta casa me cheira a merda.

Agora sou destes que fazem corações com os braços. Obrigado!

30 Ago

Ainda estou debaixo da emoção que foi receber o vosso amor neste dia tão especial. Se bem que, se tivessem lido o último post com atenção, teriam percebido que não foi propriamente “amor” que vos pedi.

Seja como for, resolvi abraçar esta “mystic life” e arrancar o novo ano de vida com um agradecimento especial ao Sol, astro rei a quem tudo devemos, na medida em que nos bronzeia e tipo… põe-se ao final da tarde mesmo a tempo dos sunsets com dj’s de “chillout”… e, mais importante ainda, ____________________________________________ (inserir conversa esotérica sobre a importância do agora e das pequenas coisas da vida...).

Sinto que esta vida não pode ser só influenciar sem dar nada de volta. Até porque “nada”, já é o que recebo das cerca de zero marcas que vocês adoram, só porque sabem que carro conduzo ou que pomada alivia mais o ardor entre nádegas, depois de uma jantarada no indiano.

Foi por isso que hoje, todos os que estiveram na Praia do Malhão (essencialmente betaria, essa classe privilegiada a quem tudo cai no colo) puderam desfrutar de uma sessão de corações com os braços e posições românticas à beira-mar. Tentei não interferir demasiado com a vida das pessoas mas a verdade é que… estava nu.

Torna-se difícil afastar os olhares daquele ponto de luz quente e forte que emano aqui ao nível do coiso (ver foto 1). Junto ao mar, acaba por ser fácil manter a segurança mas em regiões do interior, tenho tido sérios problemas com a Proteção Civil, por causa do risco de incêndios, problemas respiratórios na população sénior e risco de cegueira para quem olha directamente para “aquilo” sem proteção ocular apropriada.

Isto foi só o começo. Sinto que este ano, com a energia certa, vamos poder partilhar muito mais este amor que nos une. Por isso, mandem mais nudes e obrigado por abrilhantarem o meu aniversário com tanta ousadia.

E, nalguns casos, pelos púbicos. Perfeitamente desnecessários. Nada justifica andarem com isso assim.

A “dar vontade de comer” desde 1977.

29 Ago

AI. MEU. DEUS. Que coisa mais fofa! Dá vontade de comer!!” – Hoje, no dia em que faço 42 anos, continuo a ouvir exactamente a mesma coisa quando saio à noite. De dia nem tanto. Talvez por se ver melhor. Mas à noite… ui.

Na verdade, agora a expressão costuma ser mais “NOSSA… QUE TESÃO DE HOMEM!” porque pronto, já não soa estranho depois de 42 anos. Já era isso que pensavam na altura, eu sei que sim mas caraças… seria estranhíssimo proferir tal frase, perante um bebé com pouco menos de um ano. Eu seria arrancado dos vossos braços e ficaria aquele ambiente horrível de quando cheira a pedofilia numa sala mas ninguém sabe quem foi.

Enfim, agora já ninguém leva a mal e ainda a semana passada umas miúdas coreanas me disseram qualquer coisa que não percebi porque “não falo línguas” mas via-se que era isso. Nas discotecas também acontece a toda a hora. Com o barulho não se percebe bem mas eu sei que é isso que a maioria delas está a dizer. É pena que quase nunca se cheguem à frente, porque.. eu sei… acaba por ser intimidante ver um homem assim ao vivo. Mas tudo bem, não as condeno.

O que queria mesmo era aproveitar a data para vos dizer que sempre que pensam isso de mim, já não são as primeiras. Aliás, faz hoje 42 anos que o poderiam ter dito pela primeira vez.

Ah! E outra coisa. As vossas mensagens de parabéns, valem tanto como orações pelas vítimas de desgraças várias. Se querem mesmo fazer a diferença, mandem presentes. Ou nudes. Vossas. Não ficam mais pobres por isso.

E sempre mostram vontade de vir à festa.

Agora, é aguentar.

28 Ago

Há quem tenha escolhido Capri, Sardenha, Menorca, Mikonos ou Bali para levar o Instagram a passear este Verão. Eu, depois do glamour da santa terrinha, optei por passar 5 dias, com 3 crianças, num parque de campismo em Milfontes. Isso mesmo. Podem parar de esfregar os olhos, porque foi exactamente isso que acabaram de ler. 5 dias. Com os 3. Num parque de campismo.

Eu sei… a partir daqui, todo o mal que me puder acontecer, é pouco. Eu próprio ainda não estou a perceber bem o que raio me passou pela cabeça mas tenho a certeza que isto foi a tal “compra por impulso” de que se fala por aí.

Ok… não estou numa tenda com eles, admito, mas o que é um “bungalow” senão uma tenda de madeira com mini-camas e uma televisão igual à que tinha no meu quarto em 1988!?

Cheguei hoje, cheio de planos, ideias de coisas para fazer e fotos para meter nojo a quem já está a trabalhar. Mas entretanto, fui atropelado por esta ideia peregrina do campismo “Factos & Filhos”. Claro que não tirei nenhuma foto. Não deu tempo. Só deu tempo para descarregar o carro, organizar “a casa”, descobrir que rebentou slime numa das malas, ajudar a maivelha a limpar aquela nojeira, fazer jantar, dar banhos, fazer camas, dar jantar, impedir que se matem por causa de um brinquedo, perder a audição do ouvido esquerdo por causa dos gritos, lavar loiça, deitar crianças, arrumar o que faltava, apagar a luz e ficar um bocado no escuro, a chorar em posição fetal.

Amanhã, o despertador toca às 08h. É preciso fazer pequeno-almoço, preparar as tralhas da praia e começar mais um dia de trabalh… férias… queria dizer mais um dia de férias! O segundo dia. De cinco.

Há que ser forte.

Desconhecia a frieza do meu progenitor. Mas a algum lado fui buscar isto.

26 Ago

Expectavelmente, após alguns dias de convivência, o tubarão insuflável está a tentar matar o meu mainovo. Até aqui tudo bem. Percebo-o.

Só não sabia que seria possível fazê-lo debaixo do olhar atento do irmão e do próprio avô que, à distância, garante apenas que este estrangulamento fica bem feito e parecerá um acidente na piscina.

Está farto dos netos e, a ter que se livrar de algum, mais vale ser este. É o mainovo e como foi o último a chegar tivemos todos menos tempo para nos afeiçoarmos ele. Não está mal pensado, não senhor.

Entretanto, também não me vou aproximar. Sinto que não me devo meter nisto e tenho alguma empatia pelo misto de raiva e desespero no olhar daquele peixe tão fofinho e tantas vezes incompreendido.

Eles que se entendam.

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