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Liquidez financeira.

13 Jan

Cristiano, se ganhares a Bola d’Ouro, já sabes…
O António Sala dá-te bom dinheiro por isso.

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Este senhor precisa de ajuda.

21 Jul

Imagino que por esta altura, já todos conheçam a história de Carlos Sá, o ultramaratonista português que anda a dar que falar por ter ganho a duríssima prova de Badwater.

Ontem, enquanto comia bolas de berlim na praia, li com mais detalhe os feitos deste homem e eis o resumo: Carlos Sá, há doze anos pesava 96kg e fumava dois maços por dia. Esta semana, com menos 12kg, ganhou uma corrida de 217km que partiu de um ponto 86m abaixo do nível do mar e terminou numa montanha a 4421m. Mais de 24h a correr debaixo de temperaturas que chegaram aos 50graus e com rectas que demoraram mais de 5horas a percorrer.

217KM A SUBIR… MESMO À HORA DO CALOR!!!

Sobre este tema, tenho apenas uma coisa a dizer:
Carlos, se não és parvo… pareces.
Se querias perder uns kilos, comesses menos
“.

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Prova de demência 1: Quando questionado sobre o que pensou durante as MAIS DE VINTE E QUATRO HORAS que correu, o Carlitos disse: “Numa prova destas não há tempo para pensar em nada…”.

Prova de demência 2: Carlos Sá disse que ia focado nos ataques do atleta que seguia 15min atrás de si. QUINZE MINUTOS CARLITOS!? QUINZE!?? Que ataques eram esses!? Não ia propriamente a morder-te os calcanhares. Quando gajo acabou, tu já podias estar de duche tomado (e bem precisavas… porque nr1 e nr2 em andamento, é coisa para fazer um granda lamaçal).

Prova de demência 3: Depois disto, o Carlitos diz que procura novos desafios. Tipo quê!? Repetir tudo mas agora com um gajo ao lado, de mota, a aviar-lhe pauladas no lombo só para subir a fasquia!??

Acudam este homem porque ele não está bem.

Challenge Accepted #26 de 64 – O FIM.

24 Mar

Sim, é isso mesmo… Leram bem. Este menino com excesso de peso e condição física discutível, propôs-se a terminar uma meia-maratona ao fim de 64 treinos, sendo que isso deveria acontecer lá para finais de Abril.

Mas para quê treinar tantas vezes e esperar tanto tempo para mostrar àqueles quenianos que correr não é propriamente física quântica!??

Porquê deixar para Abril o que posso fazer em Março!?? E para quê terminar a prova com os primeiros (em menos de 01h00m) quando posso demorar 02h22m e cruzar a meta com aquele ar cool de quem “não está nem aí” para correrias e grande convívios com malta subnutrida!?? Sempre ouvi dizer que depressa e bem… não há quem.

Mas desenganem-se os que pensam que esta confiança cai do céu. Apesar de ter nascido com uns genes abençoados e com um corpo atlético (que prefiro esconder debaixo de algumas banhas para manter a ordem pública e evitar desnecessários atentados ao pudor), foi preciso preparar esta corrida.

Tudo começou ontem ao jantar onde bebi apenas um 1,5L de sangria. Podia ter bebido mais mas os verdadeiros atletas sabem que quando se come uma travessa gigante de amêijoas, seguida de uma dose de leitão, não se deve beber nem mais nem menos do que 1,5L de sangria.

A conversa estava boa e pedia um cigarrinho, no entanto, foram fumados apenas 12 cigarros até ao fim da noite (dose recomendada pela OMS).

Depois, no período de descompressão compreendido entre as 00h e as 03h, a hidratação foi garantida apenas com bebidas tónicas e limão. Algumas gotas de gin poderão ter sido adicionadas para dar sabor.

Pela manhã, não nos deveremos intimidar pela leve dor de cabeça que nos acompanha até ao comboio. “No pain, no gain“.

Nesta viagem de comboio, ia uma atleta olímpica ao meu lado (desconheço o nome da senhora) a falar dos seus tempos. Disse que fazia 10kms em 32min e tive – obviamente – que controlar um estridente: “QUÊÊÊ!???“.

Já na prova o segredo é não nos deixarmos afectar pelos jogos psicológicos que nos vão sendo lançados.

Sim havia velhinhas a correr muito mais rápido que eu, o que faz delas uns seres super estranhos. Já viram uma velha a correr rápido!?? É meio “creepy“. Uma assustou-me tanto que só por sorte é que a minha reacção não foi mandá-la da ponte abaixo.

Depois, já ia eu em piloto automático e com a minha vida entregue nas mãos do Senhor, quando reparo que lá na frente, seguia um homem sem uma perna. Um género de meio Pistorius preto que, indiferente à sua condição, corria nas horas e tinha um caparro do caraças. Inspirador… mas, num determinado momento, esse senhor passa por mim e lança aquele olhar “coitado do gordinho“. Tuuudo bem… pelo menos a Lady Factos não corre o risco de levar um balázio, enquanto que do lado dele nunca se sabe. Já vimos que atletas sem pernas, volta e meia, queimam um fusível.

O que também me queimava os fusíveis eram as piores bandas de karaoke de sempre e que estavam colocadas de x em x kilómetros. A única motivação que aquelas gordas aos gritos davam, era a vontade louca que tinha de acelerar o passo para me afastar daquela gente.

Indiferente às humilhações exteriores comecei a acreditar que era possível.
Já perto do fim, vi umas ambulâncias a levar uns quantos e foi aí que pensei: “Em último já não fico. É arrastar-me com calma e garantir que fico à frente dos que tiveram uma trombose…“.

E assim foi. Cruzei a meta e até me emocionei quando percebi que tinha corrido a meia-maratona. Depois, fiz o que fazem os portugas… Apanhei todos os brindes que consegui e deixei-me cair no chão com a certeza de missão cumprida.

Se foi bom!? Claro que não.
Bom é começar o domingo com um granda brunch. Isto foi só estúpido.

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PS: No fim da prova, com a clarividência toldada pelo esforço, era assim que me sentia. Sem tirar, nem pôr.

E o tomatinho!? Também devolvem!?

17 Jan

O homem pedalava nas horas e até termos a certeza que estava carregadinho de dopping naquele bucho, era um herói. Lá no fundo, ficávamos todos embasbacados com a história do atleta que vence o cancro, saca a cantora famosa e ainda dá voltas à França ao ritmo do TGV.

Frases como “o cancro escolheu o corpo errado para viver, escolheu o meu e vou vencê-lo” eram tudo o que um herói poderia dizer. A confiança do homem era inspiradora e os sete tours que se seguiram foram aplaudidos por todos.

Claro que pelo caminho, tanto sacrifício teve os seus danos colaterais. Para pedalar aquela velocidade e com tanto aditivo, lá se perdeu um tomatito na guerra. Mas isso não sabíamos nós…

No fundo, sentíamos que o gajo representava um género de marcador:
Humanidade – 7
Cancro nos tomates – ZERO

…e nós estávamos todos do lado da equipa que goleava. A equipa do gajo que estava a mostrar o que é vencer contra tudo e contra todos.

O que continuávamos a não saber, é que ele venceu aquele cancro porque não cabia mais bicharada naquele corpinho.

Mas agora já sabemos!

Nós e a maltinha toda que o encheu de dinheiro ao longo destes anos. E claro está que – agora – é hora de devolver tudo o que se ganhou com as veias a bombar urânio enriquecido.

A minha questão é… E o tomate!? Vamos desvalorizar isto!?
O homem perdeu um tomate à conta do que tomou para ganhar aquilo. Se isto não é espirito de sacrifício, então não sei o que é.

Vou repetir… O homem perdeu um tomate para ganhar tantas vezes!!!
Aaaah e tal… Mas estava cheio de doping” E então!?? Dessem a mesma opção a todos e queria ver que é que os tinha no sítio. Ou melhor, quem é que punha “um deles” no sítio…

Querem que o homem devolva os prémios e troféus!? Tudo bem. Mas se é justiça que procuram, caraças… Devolvam o tomate ao homem!!!

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Ronaldo, Messi, Factos.

20 Dez

O Factos de Treino, muito tempo depois, regressa esta noite aos relvados.

Mesmo a tempo da abertura do mercado de inverno e convicto que a entrega da Bola de Ouro – no próximo dia 7 de Janeiro – não se resumirá à disputa “Cristiano vs Messi”.

Antes que tenham ideias, vou já avisando os russos que não estou minimamente interessado no dinheiro deles. Já no que toca a modelos de lingerie… Tenho um jogo muito parecido com o do Cristiano.

É este o nível do menino, em todo o caso, além do trabalho que vou dar à equipa adversária, é melhor que os hospitais de Lisboa fiquem de prevenção…

…já que é provável que a minha forma física também acabe por dar trabalho às suas equipas de ortopedia e cardiologia.

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