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QUARENTA. Em sessenta minutos históricos.

15 Maio

Sem dúvida, a melhor entrevista de sempre!
Carlão

Finalmente, a conversa que se impunha.
The New York Times

Foi para isto que a rádio foi inventada…
Amiga Olga

Trabalho diariamente para ter um programa assim…
Conan O’Brien

Esqueçam o mulato de olhos verdes. Eu quero o outro!
Erica fontes

Ok… poderei ter inventado uma ou outra citação. Admito.
Mas se esta gente não disse isto, é porque também ninguém lhes perguntou

Ontem, fez-se história no “Ar é de Todos” com a presença do Carlão, a primeira rockstar a falar para os microfones de um programa que tem tudo para ir muito longe. Principalmente se tiverem coragem de correr comigo antes que seja tarde.

Como isso ainda não aconteceu, fez-se história e a conversa foi fértil em exclusivos!

Se podíamos ter falado mais do novo álbum!? Talvez. Se podíamos ter explorado mais o universo musical do artista!? É capaz. Mas para isso existem os outros programas todos. Aqui, falámos de mulheres… de excessos na estrada… fizemos perguntas com rasteira… e tentei evitar ao máximo falar de futebol (talvez o único tema que nos poderia ter levado à violência).

Uma carreira de sucesso e uma vida cheia, mereciam mais do que tentar descobrir se o Carlão prefere ver um vídeo da Odete Santos a pinar com o Ronaldo ou um do Júlio Isidro a pinar com a Erica Fontes.

Lá isso mereciam. Mas foi isso que perguntei.
A resposta, ouçam-na aqui…

CLICAI E ESCUTAI. EU ESTOU NO MEIO DE VÓS!

PROGRAMA 4

Challenge Accepted #26 de 64 – O FIM.

24 Mar

Sim, é isso mesmo… Leram bem. Este menino com excesso de peso e condição física discutível, propôs-se a terminar uma meia-maratona ao fim de 64 treinos, sendo que isso deveria acontecer lá para finais de Abril.

Mas para quê treinar tantas vezes e esperar tanto tempo para mostrar àqueles quenianos que correr não é propriamente física quântica!??

Porquê deixar para Abril o que posso fazer em Março!?? E para quê terminar a prova com os primeiros (em menos de 01h00m) quando posso demorar 02h22m e cruzar a meta com aquele ar cool de quem “não está nem aí” para correrias e grande convívios com malta subnutrida!?? Sempre ouvi dizer que depressa e bem… não há quem.

Mas desenganem-se os que pensam que esta confiança cai do céu. Apesar de ter nascido com uns genes abençoados e com um corpo atlético (que prefiro esconder debaixo de algumas banhas para manter a ordem pública e evitar desnecessários atentados ao pudor), foi preciso preparar esta corrida.

Tudo começou ontem ao jantar onde bebi apenas um 1,5L de sangria. Podia ter bebido mais mas os verdadeiros atletas sabem que quando se come uma travessa gigante de amêijoas, seguida de uma dose de leitão, não se deve beber nem mais nem menos do que 1,5L de sangria.

A conversa estava boa e pedia um cigarrinho, no entanto, foram fumados apenas 12 cigarros até ao fim da noite (dose recomendada pela OMS).

Depois, no período de descompressão compreendido entre as 00h e as 03h, a hidratação foi garantida apenas com bebidas tónicas e limão. Algumas gotas de gin poderão ter sido adicionadas para dar sabor.

Pela manhã, não nos deveremos intimidar pela leve dor de cabeça que nos acompanha até ao comboio. “No pain, no gain“.

Nesta viagem de comboio, ia uma atleta olímpica ao meu lado (desconheço o nome da senhora) a falar dos seus tempos. Disse que fazia 10kms em 32min e tive – obviamente – que controlar um estridente: “QUÊÊÊ!???“.

Já na prova o segredo é não nos deixarmos afectar pelos jogos psicológicos que nos vão sendo lançados.

Sim havia velhinhas a correr muito mais rápido que eu, o que faz delas uns seres super estranhos. Já viram uma velha a correr rápido!?? É meio “creepy“. Uma assustou-me tanto que só por sorte é que a minha reacção não foi mandá-la da ponte abaixo.

Depois, já ia eu em piloto automático e com a minha vida entregue nas mãos do Senhor, quando reparo que lá na frente, seguia um homem sem uma perna. Um género de meio Pistorius preto que, indiferente à sua condição, corria nas horas e tinha um caparro do caraças. Inspirador… mas, num determinado momento, esse senhor passa por mim e lança aquele olhar “coitado do gordinho“. Tuuudo bem… pelo menos a Lady Factos não corre o risco de levar um balázio, enquanto que do lado dele nunca se sabe. Já vimos que atletas sem pernas, volta e meia, queimam um fusível.

O que também me queimava os fusíveis eram as piores bandas de karaoke de sempre e que estavam colocadas de x em x kilómetros. A única motivação que aquelas gordas aos gritos davam, era a vontade louca que tinha de acelerar o passo para me afastar daquela gente.

Indiferente às humilhações exteriores comecei a acreditar que era possível.
Já perto do fim, vi umas ambulâncias a levar uns quantos e foi aí que pensei: “Em último já não fico. É arrastar-me com calma e garantir que fico à frente dos que tiveram uma trombose…“.

E assim foi. Cruzei a meta e até me emocionei quando percebi que tinha corrido a meia-maratona. Depois, fiz o que fazem os portugas… Apanhei todos os brindes que consegui e deixei-me cair no chão com a certeza de missão cumprida.

Se foi bom!? Claro que não.
Bom é começar o domingo com um granda brunch. Isto foi só estúpido.

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PS: No fim da prova, com a clarividência toldada pelo esforço, era assim que me sentia. Sem tirar, nem pôr.

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