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Só mais uma coisinha sobre o dia 01 de Abril…

1 Abr

Lembram-se do excitex que era – quando éramos mais miúdos – procurar por mentiras no telejornal e nas capas dos jornais do dia!? Aquela sensação de que “a mim não me enganam eles” enquanto folheávamos página por página e víamos as notícias com mais atenção que nunca. Lembram-se disso!?

Isto para não falar da ansiedade com que esperava pelo telejornal do dia 02 de Abril. O dia em que o pivot de serviço lá dizia que afinal não… o Maradona não ia assinar pelo FCP e o Sammy Davis Jr não tinha sido convidado para ser o nosso Ministro da Cultura.

Eu, para não admitir que tinha sido enganado, assumia que TUDO o que se dizia no dia 01, era mentira. E assim, no dia 02, podia vir para a rua dizer aos meus amigos: “Eu não te disse que aquilo era mentira!? A mim nunca me enganam eles…“.

Hoje, o meu segredo é o mesmo. Assumo que é tudo mentira e limito-me a esperar que uns dias depois me venham dar razão. Depois, vou ter com os meus amigos e armo-me em visionário que não se deixa levar com a carneirada.

Nem sempre acerto mas olhem que o saldo é positivo.

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É triste ainda precisarmos de um Dia das Mentiras!

1 Abr

O dia 1 de Abril está para as mentiras como 0 dia 8 de Março está para as mulheres. É lamentável que, nos dias que correm, continuemos a sentir necessidade de ter um dia para celebrar as mentiras.

Numa época em que as mentiras já provaram aquilo que são capazes de conquistar. Numa época em que vemos mentiras no topo de empresas e governos. Numa época em que as mentiras provaram ser fundamentais para influenciar nações inteiras e estão sempre de braço dado com o poder. Numa época em que além da profissão, as mentiras têm uma importância fundamental em casa, onde seguram casamentos e garantem a estrutura familiar.

Infelizmente, esta continua a ser uma época em que as mentiras são inferiorizadas face às verdades.

Continua a ser preciso mentir mais para se conseguir as mesmas vitórias. Com mentiras, nem sempre se consegue o mesmo reconhecimento e os mesmos ordenados daqueles que apenas têm valor e mérito. E isso é triste.

É triste que numa altura em que sabemos bem que nada chega tão longe e tão rápido como uma boa mentira, continuemos a precisar de um dia para lhes prestar homenagem. Isto é verdade para as mulheres mas não é menos verdade para as mentiras.

Pior que isto, só mesmo se houvesse um Dia das Mentiras das Mulheres.
É preciso acabar com esta vergonha!

Mentirosos de sucesso deste país… Uni-vos!

april

Challenge Accepted #26 de 64 – O FIM.

24 Mar

Sim, é isso mesmo… Leram bem. Este menino com excesso de peso e condição física discutível, propôs-se a terminar uma meia-maratona ao fim de 64 treinos, sendo que isso deveria acontecer lá para finais de Abril.

Mas para quê treinar tantas vezes e esperar tanto tempo para mostrar àqueles quenianos que correr não é propriamente física quântica!??

Porquê deixar para Abril o que posso fazer em Março!?? E para quê terminar a prova com os primeiros (em menos de 01h00m) quando posso demorar 02h22m e cruzar a meta com aquele ar cool de quem “não está nem aí” para correrias e grande convívios com malta subnutrida!?? Sempre ouvi dizer que depressa e bem… não há quem.

Mas desenganem-se os que pensam que esta confiança cai do céu. Apesar de ter nascido com uns genes abençoados e com um corpo atlético (que prefiro esconder debaixo de algumas banhas para manter a ordem pública e evitar desnecessários atentados ao pudor), foi preciso preparar esta corrida.

Tudo começou ontem ao jantar onde bebi apenas um 1,5L de sangria. Podia ter bebido mais mas os verdadeiros atletas sabem que quando se come uma travessa gigante de amêijoas, seguida de uma dose de leitão, não se deve beber nem mais nem menos do que 1,5L de sangria.

A conversa estava boa e pedia um cigarrinho, no entanto, foram fumados apenas 12 cigarros até ao fim da noite (dose recomendada pela OMS).

Depois, no período de descompressão compreendido entre as 00h e as 03h, a hidratação foi garantida apenas com bebidas tónicas e limão. Algumas gotas de gin poderão ter sido adicionadas para dar sabor.

Pela manhã, não nos deveremos intimidar pela leve dor de cabeça que nos acompanha até ao comboio. “No pain, no gain“.

Nesta viagem de comboio, ia uma atleta olímpica ao meu lado (desconheço o nome da senhora) a falar dos seus tempos. Disse que fazia 10kms em 32min e tive – obviamente – que controlar um estridente: “QUÊÊÊ!???“.

Já na prova o segredo é não nos deixarmos afectar pelos jogos psicológicos que nos vão sendo lançados.

Sim havia velhinhas a correr muito mais rápido que eu, o que faz delas uns seres super estranhos. Já viram uma velha a correr rápido!?? É meio “creepy“. Uma assustou-me tanto que só por sorte é que a minha reacção não foi mandá-la da ponte abaixo.

Depois, já ia eu em piloto automático e com a minha vida entregue nas mãos do Senhor, quando reparo que lá na frente, seguia um homem sem uma perna. Um género de meio Pistorius preto que, indiferente à sua condição, corria nas horas e tinha um caparro do caraças. Inspirador… mas, num determinado momento, esse senhor passa por mim e lança aquele olhar “coitado do gordinho“. Tuuudo bem… pelo menos a Lady Factos não corre o risco de levar um balázio, enquanto que do lado dele nunca se sabe. Já vimos que atletas sem pernas, volta e meia, queimam um fusível.

O que também me queimava os fusíveis eram as piores bandas de karaoke de sempre e que estavam colocadas de x em x kilómetros. A única motivação que aquelas gordas aos gritos davam, era a vontade louca que tinha de acelerar o passo para me afastar daquela gente.

Indiferente às humilhações exteriores comecei a acreditar que era possível.
Já perto do fim, vi umas ambulâncias a levar uns quantos e foi aí que pensei: “Em último já não fico. É arrastar-me com calma e garantir que fico à frente dos que tiveram uma trombose…“.

E assim foi. Cruzei a meta e até me emocionei quando percebi que tinha corrido a meia-maratona. Depois, fiz o que fazem os portugas… Apanhei todos os brindes que consegui e deixei-me cair no chão com a certeza de missão cumprida.

Se foi bom!? Claro que não.
Bom é começar o domingo com um granda brunch. Isto foi só estúpido.

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PS: No fim da prova, com a clarividência toldada pelo esforço, era assim que me sentia. Sem tirar, nem pôr.

Challenge Accepted!!!

5 Jan

Há alguns dias atrás, disse-vos que este seria o ano em que a Chanel convidaria um português para substituir o feioso do Brad Pitt na sua campanha de Natal. Não percebi porquê mas… Riram-se.

Depois disso e sabendo das dificuldades com que me deparo cada vez que resolvo abandonar o conforto do sofá para dar uma simples pedalada, houve alguém que achou piada em mandar-me uma missiva que dizia: “Queres mesmo perder peso!? E correr uma meia-maratona em Abril, achas que serias capaz!? Tens três meses para mostrares o que vales!“.

A essa pessoa tenho apenas uma coisa a dizer:
CHALLENGE ACCEPTED!“.

E digo mais… Se alguém na Família Factosdetreinista achar que isto pode ser motivo para sair do sofá e juntar-se a esta aventura, façam favor de se chegar à frente e no dia 28 de Abril fazemos a Meia-Maratona de Almada juntos.

Ou pelo menos tentamos!

Sozinho ou acompanhado – e citando o grande Barney Stinson – uma coisa é certa:
It’s going to be LEGEN…….wait for it…..DARY!!!“.

Margem Sul para tótós

12 Jul

Caros amigos da margem norte,

Vamos lá esclarecer aqui uns pontos para ver se param de fazer figuras ridículas quando se referem a algo que está mesmo aqui ao lado. Falar dum sítio que se desconhece, é sempre mau. Mas encher o peito para falar à toa de uma zona que está à distância de uma ponte, é pior.

Comecemos por algo básico.

Se estiverem no centro de Lisboa, olhem para o rio. Aquela “terra à vista” que está logo ali do outro lado, é a Margem Sul. Incrível não é!? Tão perto… Continuar a ler

Viver Vivir! Descansa em paz.

27 Maio

Provavelmente chego tarde e já todos sabem mas… foi um zapping triste, este que acabei de fazer.
Sei que vou carpir arduamente esta mágoa… este sentimento de culpa por ter deixado que as coisas mundanas me distraíssem de algo tão importante como o desaparecimento deste companheiro de tantas batalhas.

Esta noite, reparei que a minha tv salta do canal 14 para o 20 e foi com choque que dei pela falta do Canal 18.

Todas as hormonas que já cá andavam na era pre-internet, sabem que foi preciso trilhar um caminho, vencer barreiras e procurar respostas para as grandes questões da vida.

A amiga Gina foi a primeira a dar-nos a mão – ou pelo menos a ensinar-nos outra utilização para a mesma – e uma fonte inesgotável de pura poesia, um léxico requintado que muito nos ensinou e me deixava convicto que, se um dia me apanhasse numa aula de ginástica daquelas… saberia o que dizer.

Depois chegaram os clubes de vídeo e aquelas prateleiras lá do fundo, com cassetes cujo interior da caixas já era um prémio que, em caso de emergência – como a entrada de alguma vizinha para devolver o Kramer contra Kramer – cumpria com grande parte do objectivo.

Mas, por mais que tentássemos  ter um ar blasé, não era fácil agir com naturalidade quando se comprava uma TVGuia e uma Gina ou se alugava o Gente Gira e o RamboOooh…

Até que um dia, começámos realmente a Viver… Vivir.
Era o fim da censura, dos olhares recriminatórios, da vergonha. Melhorámos a audição para conseguir ouvir baixinho e treinámos reflexos de aço para mudar de canal ao mínimo ruído estranho. Tal como a tropa, fez de nós uns homens.

Éramos finalmente livres!!!! Não sei em que dia o vi pela primeira vez mas gosto de acreditar que foi num 25 de Abril!
O Canal 18 foi para as mãos de muitos, a Revolução dos Calos!

E pelo menos na nossa memória, não vai morrer… morrir.

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