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Álbum de família que nunca vi #4

8 Jul

Apesar de já ter colocado a foto no facebook do pardieiro, não poderia deixar de imortalizar este momento alto do “Álbum de família que nunca vi”.

Senhoras e senhores, na Família Factosdetreinista, Fábio Porchat.

Fábio Porchat São Jorge

Para os mais distraídos, um pequeno exemplo do que faz este senhor:

GRANDE!

PS1: Álbum de família que nunca vi #3
PS2: Álbum de família que nunca vi #2
PS3: Álbum de família que nunca vi #1

Veteranos do ultramar são meninos…

26 Jun

…ao lado dos pais que vão ao Festival Panda.

Com o calor que estará este fim-de-semana, os pais que se estrearão no festival, não sabem onde se estão a meter. Sim… todos os anos há novos recrutas a chegar. Tal como na guerra, vêm fresquinhos e sem saber o que os espera. Tenho pena deles e dos sorrisos ingénuos com que vão para a frente de combate.

Falta pouco para sentirem a agonia do arrependimento.
Os gritos, o excitex e a luta por um lugar decente perto do palco. Chegados a esse lugar… as vontades de fazer xixi e cócó. Depois, o suor em bica dentro de um wc de plástico enquanto fazemos de sanita para impedir que toquem naquela nojeira (sim… fazer de sanita é mais uma das maravilhas da paternidade).

Tudo isso para descobrir que afinal era falso alarme. Toca a regressar ao tal lugar para ouvir um doloroso: “afinal quero mesmo fazer“. Repetir tudo de novo. As vezes que forem necessárias. Enquanto o Ruca canta aos berros.

Nos dias seguintes vão ter dores, vão acordar aos gritos durante a noite, vão ter pesadelos com o Noddy. Vão achar que é normal mas o que vocês não sabem… é que o trauma, esse, fica para sempre.

 

Nota aos pais (mas só aos pais e não às mães):
Não percam as vossas crianças durante a parte das Winx. É o único momento em que um bando de homens feitos – vencidos pelo cansaço – presta mais atenção ao palco do que aos seus próprios filhos. A sério. Acreditem em mim.

pandawinx

Bilfar no quarto é bem bom!

22 Maio

Quantas vezes é que as coisas começaram a ficar tão quentes que alguém teve que vos dizer: “Epáá… vocês arranjem um quarto“!?

E em que parte da vossa casa é que a “badalhoquice premium” aconteceu mais vezes!? Sim… mesmo as que gostam de variar e fazer o tour da casa como se fossem agentes imobiliários, digam a verdade!

E quando os calores vos invadem a alma e correm para um hotel, é no lobby que apagam o fogo!? É na sala dos pequenos-almoços!? É de wifi que vão à procura!? Ou é simplesmente de um quarto!?

Mais luxuoso, mais limpo, mais espaçoso, com melhor ou pior vista, é o que for.
Na hora H, quando as dúvidas já ficaram para trás, quando se baixam as defesas e se vence a timidez… é um quarto que vocês precisam. É por causa de um quarto que voam para casa. É atrás de um quarto que percorrem a cidade.

Quando se sussurra: “Vamos sair daqui…“, sabemos que o “ali”, é um quarto.

Por isso, ao Pipoco Mais Salgado, mando daqui os meus parabéns pela merecida conquista do BILF AWARD deste ano. Ao Pedro do “We’ll always have Paris” e ao Menino de Sua Mãe, os meus parabéns pelo honroso pódio.

Às leitoras… bom, às leitoras deixo apenas uma dica.
Procurem aqui e vejam quem está no quarto.

Que falha!!!

15 Maio

FUCK!! FUCK!! FUCK!! FUCK!! FUCK!! FUCK!! FUCK!! FUCK!! FUCK!!

Não acredito que perdi uma oportunidade maravilhosa de voltar a desfilar o meu fato da sorte num ambiente repleto de mulherões, entre as quais, há sempre umas desesperadas que adorariam agradar aquele homem misterioso que usa um fato enigmático.

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Só usa um fato destes, um homem com muita confiança. Um homem que, na verdade, pode dar-se ao luxo de usar tal modelito sem recear os olhares alheios. Um homem cujo olhar consegue ser mais hipotizante que o próprio fato. Um homem a quem invejam a fortuna oriunda das jazidas de gás natural argelinas. Um homem que quer investir no novo império do audiovisual nacional.

Mas acima de tudo… um homem que consegue repetir esta história até encontrar a primeira modelo aspirante a actriz que, no calor dos seus vinte anos e quatro vodcas, acredite neste enredo e perceba que este homem poderá dar-lhe um “empurrãozinho”. Se ela se portar bem…

Mas para isso, aqui o Factos (ou “vossa excelência” como dizem as pessoas que desconhecem o pardieiro) deveria ter confirmado a sua presença na festa, em vez de se esquecer do convite no meio daqueles panfletos de excursões a Fátima que põem no correio.

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Tenho, definitivamente, que parar de ser tão heterossexualmente desorganizado e comprar o livro do Cláudio Ramos. Diz que ajuda a organizarmos a nossa vida. Ou será a homossexualizá-la? Não sei… Só sei que ainda não é este ano que saco o industrial argelino do armário.

Raisparta.

PS: Quem não vai gostar disto é o meu amigo que tem um primo que é vizinho da amante de um mecânico que arranja o carro de um funcionário da SIC e que conseguiu orientar uns convites para a malta lá do bairro. Mal empregues…

Blogo-cornos.

14 Maio

Estão a par da depressão doentia que vos descrevi no post anterior!?
Aquela que foi motivada por uma descoberta que mais valia não ter feito!? Pois bem… afinal os tais BILF AWARDS 2013, tinham mais segredos para mim.

Estão a ver aquelas leitoras que nos acompanham desde o início dos tempos? Aquelas que já cá andavam quando escrevia para duas ou três pessoas e se mantiveram presentes mesmo quando comecei a ser lido por praticamente oito pessoas por dia? Aquelas leitoras com quem vamos criando uma empatia especial, chegando mesmo a corar com algumas provocações?

Leitoras que estão tão presentes e parecem gostar tanto de nós que, subitamente, começamos a pensar o que dirão elas sobre determinado tema. Leitoras cujos comentários citamos em jantares de amigos. Leitoras que nos dizem que vivem não sei onde e de quem nos lembramos quando passamos por essa terrinha. Leitoras com quem, apesar de serem apenas um quadradinho com uma fotografia, chegamos a “imaginar coisas”. Leitoras que se viram ao nossos “haters” e os dizimam como se fossemos da família. E somos. Somos a Família Factosdetreinista. Ou éramos.

Depois de partilhar o horror que foi descobrir que o único voto que eu tinha nos tais BILF’s era da minha irmã, houve quem dissesse que também tinha votado em mim. Mesmo sabendo que o fizeram por pena, resolvi voltar ao local do crime para ver o que se passava por lá.

Desta vez não fui sorrateiro. Abri a porta com estrondo e quis ver tudo.
Corri aquele “saloon“, quarto por quarto, para ver quem desejava quem.

Mas numa das portas… lá estava ela. Aquela leitora. Com outro.
Ainda vermelha, despenteada e enrolada num lençol, olhou para mim em silêncio. Tenha sido descoberta. Ele, extasiado, fumava um cigarro com o ar de quem questiona: “Mas quem é este!?“.

A minha leitora infiel, ainda esboçou uma tentativa de explicação mas não valia a pena. Flagrante pior, só se tivesse aberto a porta daquele quarto trinta minutos antes. Bastou-me saber que era dele que ela gostava mais. Ainda bem que não vi mais nada.

Andava eu a mimá-la quando afinal ela queria apenas blogo-badalhoquice. E logo eu que gosto tanto de uma boa badalhoquice, fui vacilar nesse capítulo.

A vida não está mesmo para distracções.

Deprimente e doentio.

14 Maio

Andava eu a fazer a minha blogo-caminhada-voyeurista nocturna, a picar aqui e acolá para ver o que se passa na casa dos vizinhos e sempre na esperança de apanhar algum casal mais descuidado a praticar a arte do amor de janela aberta, quando vi o que não queria.

Desculpem se esta “Arial” (ou lá que raio de fonte é esta) estiver demasiado tremida mas estou a escrever isto entre náuseas e corridas para o wc.

A meio do dito passeio nocturno, vi um néon a piscar ao longe. A luz meio gasta e o típico barulho de curto-circuito constante, fizeram-me crer que era casa para ter alguma animação de má fama. Como não gosto eu de outra coisa, apressei-me a espreitar por uma porta entreaberta. Por cima de mim, o néon continuava a piscar “Quadripolaridades”.

Lá dentro, discutiam-se os BILF’s preferidos das leitoras em 2013. Por BILF, entenda-se, “Blogger I’d Love to Fuck”. Claro que entrei sorrateiramente para ver o que andavam essas devassas a dizer.

E qual não é o meu espanto quando vejo, surpreendentemente, o meu nome num dos comentários. Estupefacto, pensei apenas: “DAMN I’M SEXY!!!“.

Eu sabia que treinar afincadamente durante toda a semana, acabaria por me trazer a glória num Domingo e num relvado inesperados. E esse dia tinha chegado! Do nada, alguém sugere o meu nome numa votação bem javardolas… alguém acha que aqui o menino, é o maior do blogo-bairro. Oooh yeeeah!

Claro que fui tentar perceber quem era essa boneca com tão bom gosto. Quem era esta mulher misteriosa, com critérios tão javardolamente requintados…

…era a minha irmã. Sim, a minha irmã.

Factos Sister quis ser querida e nomeou o irmão. O que faz com que a única referencia ao meu nome, numa procura de BILF’S, seja um acto misericordioso da minha irmã.

Não me ocorre nada mais deprimente e doentio.
E agora…desculpem mas vou continuar a vomitar.

Challenge Accepted #26 de 64 – O FIM.

24 Mar

Sim, é isso mesmo… Leram bem. Este menino com excesso de peso e condição física discutível, propôs-se a terminar uma meia-maratona ao fim de 64 treinos, sendo que isso deveria acontecer lá para finais de Abril.

Mas para quê treinar tantas vezes e esperar tanto tempo para mostrar àqueles quenianos que correr não é propriamente física quântica!??

Porquê deixar para Abril o que posso fazer em Março!?? E para quê terminar a prova com os primeiros (em menos de 01h00m) quando posso demorar 02h22m e cruzar a meta com aquele ar cool de quem “não está nem aí” para correrias e grande convívios com malta subnutrida!?? Sempre ouvi dizer que depressa e bem… não há quem.

Mas desenganem-se os que pensam que esta confiança cai do céu. Apesar de ter nascido com uns genes abençoados e com um corpo atlético (que prefiro esconder debaixo de algumas banhas para manter a ordem pública e evitar desnecessários atentados ao pudor), foi preciso preparar esta corrida.

Tudo começou ontem ao jantar onde bebi apenas um 1,5L de sangria. Podia ter bebido mais mas os verdadeiros atletas sabem que quando se come uma travessa gigante de amêijoas, seguida de uma dose de leitão, não se deve beber nem mais nem menos do que 1,5L de sangria.

A conversa estava boa e pedia um cigarrinho, no entanto, foram fumados apenas 12 cigarros até ao fim da noite (dose recomendada pela OMS).

Depois, no período de descompressão compreendido entre as 00h e as 03h, a hidratação foi garantida apenas com bebidas tónicas e limão. Algumas gotas de gin poderão ter sido adicionadas para dar sabor.

Pela manhã, não nos deveremos intimidar pela leve dor de cabeça que nos acompanha até ao comboio. “No pain, no gain“.

Nesta viagem de comboio, ia uma atleta olímpica ao meu lado (desconheço o nome da senhora) a falar dos seus tempos. Disse que fazia 10kms em 32min e tive – obviamente – que controlar um estridente: “QUÊÊÊ!???“.

Já na prova o segredo é não nos deixarmos afectar pelos jogos psicológicos que nos vão sendo lançados.

Sim havia velhinhas a correr muito mais rápido que eu, o que faz delas uns seres super estranhos. Já viram uma velha a correr rápido!?? É meio “creepy“. Uma assustou-me tanto que só por sorte é que a minha reacção não foi mandá-la da ponte abaixo.

Depois, já ia eu em piloto automático e com a minha vida entregue nas mãos do Senhor, quando reparo que lá na frente, seguia um homem sem uma perna. Um género de meio Pistorius preto que, indiferente à sua condição, corria nas horas e tinha um caparro do caraças. Inspirador… mas, num determinado momento, esse senhor passa por mim e lança aquele olhar “coitado do gordinho“. Tuuudo bem… pelo menos a Lady Factos não corre o risco de levar um balázio, enquanto que do lado dele nunca se sabe. Já vimos que atletas sem pernas, volta e meia, queimam um fusível.

O que também me queimava os fusíveis eram as piores bandas de karaoke de sempre e que estavam colocadas de x em x kilómetros. A única motivação que aquelas gordas aos gritos davam, era a vontade louca que tinha de acelerar o passo para me afastar daquela gente.

Indiferente às humilhações exteriores comecei a acreditar que era possível.
Já perto do fim, vi umas ambulâncias a levar uns quantos e foi aí que pensei: “Em último já não fico. É arrastar-me com calma e garantir que fico à frente dos que tiveram uma trombose…“.

E assim foi. Cruzei a meta e até me emocionei quando percebi que tinha corrido a meia-maratona. Depois, fiz o que fazem os portugas… Apanhei todos os brindes que consegui e deixei-me cair no chão com a certeza de missão cumprida.

Se foi bom!? Claro que não.
Bom é começar o domingo com um granda brunch. Isto foi só estúpido.

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PS: No fim da prova, com a clarividência toldada pelo esforço, era assim que me sentia. Sem tirar, nem pôr.

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