Noves fora, TUDO.

15 Jan

Lê os “Uma Aventura” que em tempos foram meus. Odeia perder no Cluedo. Adora a sua bicicleta. Está no Quadro de Mérito Académico do colégio. Irrita-me solenemente quando só responde à décima vez que a chamo. Tem muita piada. Perde a piada toda quando percebe que lhe acham piada e repete as gracinhas até mais não. Já tem vergonha de mim e morre de medo que desate a fazer palhaçadas à frente dos amigos dela. Esta manhã começámos o dia juntos, aos saltos numa cama de hotel como se fossemos atletas olímpicos num trampolim. Faz perguntas cada vez mais difíceis e, nesta trilogia de filhos que resolvi produzir, é a única menina.

Faz nove anos hoje. Nove anos desde aquele corredor no Garcia d’Orta onde uma enfermeira me chamou pai pela primeira vez.

Pai, olhe aqui a sua menina… quer pegar nela?“.

São nove. Mas podiam ser noventa. Porque nunca deixará de ser a minha menina e desde aquele primeiro colo, sinto que nunca mais a larguei.

Nove. Cum caraças.


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