O melhor do mundo não são as crianças. Antes deles, ainda vem a vida dos outros.

28 Dez

Não sei se acontece o mesmo no vosso Instagram mas no meu – da Tailândia a Bali, da Cidade do Cabo ao Rio de Janeiro – só dá férias de sonho de malta que, honestamente, preferia não conhecer. Ou então, só ser amigo deles quando estão por cá, pálidos e a trabalhar que nem mouros.

Por norma, o meu mecanismo de segurança anti-queromorreraquieagora (aplicável a 95% dos casos) é dizer à minha mulher: “Pois… não têm filhos. Assim fica mais fácil. Sobra tempo e dinheiro. Mas caraças, também não têm esta riqueza toda“.

O problema é que, invariavelmente, acabo dividido a olhar para fotos de praia vs imagens de sopa cuspida na minha camisola; fotos de malta em paisagens de sonho vs imagens de milhões de brinquedos misturados com pão mastigado no meio do chão; fotos de malta a beber copos do outro lado do mundo vs imagens de fraldas mal postas que deixaram o cocó sair para a roupa; imagens de pessoas de mochila às costas na selva vs eu a carregar sacos cheios de tralha, só para sair durante umas horas da selva que é a minha casa.

E é nesses momentos que tenho sérias dúvidas sobre essa riqueza que só me dá é despesa.

Ok, vou parar de ver redes sociais.

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