E foi o Éder que o viveu.

11 Jul

Ganhar um Oscar. Cantar num estádio cheio de fãs. Marcar o golo da vitória do nosso país (ou clube para os mais doentes) numa final Europeia ou do Mundo. Desde puto que gosto de discutir isto com quem se põe a jeito de ser massacrado com estas questões.

O que prefeririam se pudessem escolher o vosso conto de fadas!? Imaginem que algo de completamente inesperado acontecia nas vossas vidas e, de forma completamente louca, se poderiam ver numa destas três situações.

Daqui a um ano, sentados no meio das maiores vedetas do mundo, ouviam o vosso nome ser proferido por uma mega-star: “And the Oscar goes to…“. Subiam àquele palco e podiam falar ao mundo, agradecer tudo aquilo e mandar aquele “propz” especial para as vossas pessoas, num discurso que correria mundo. Em Portugal o reconhecimento geral. Se o país quase veio abaixo porque o Diogo Morgado foi à Oprah, imaginem com o vosso Oscar.

Por outro lado, poderiam viver a experiência única de – mais uma vez sem que nada vos fizesse crer que tal fosse possível – estar nos bastidores de um estádio de Wembley com uma multidão lá fora a desesperar por poder cantar as vossas músicas de trás pra frente. Aquela sensação brutal que deve ser, ver um mar de gente daqueles e perceber que a musiquinha que fizeram no vosso quarto é um hino amado no mundo inteiro. Entrar no palco e aquilo vir abaixo só porque vocês lá estão “Mickael Jackson style“.

Por fim, a terceira opção. E nem preciso alongar-me na explicação. Uma final renhida, o vosso golo. O país numa explosão única de alegria e orgulho. Tudo por vossa causa.

A minha escolha sempre foi a última. Aquele sonho de infância de ouvir o meu nome num relato emocionado que, já perto do fim do jogo, falaria daqueles segundos em que o meu génio levava o país às lágrimas.

E foi exactamente isso que o Éder viveu ontem. O mais gozado, o que menos sentido fazia na convocatória, o que mais valia substituir por um pino ou por uma idosa cheia de artrites… entrou, jogou e marcou. Ainda por cima, um granda golão. O que jamais sairá da história deste país. O que virá nos livros, relembrado como “o primeiro”. E logo contra um adversário de estimação. Esse golo.

Hoje, canta o povo que “foi o Éder que os f*deu…“. Mas apenas porque ontem, esse sonho, foi o Éder que o viveu.

Que felicidade.

3 Respostas to “E foi o Éder que o viveu.”

  1. Sandra Marques de Paiva 12/07/2016 às 10:33 #

    Mais nada. Assim se calam muitas bocas 🙂

  2. Miss Seren 12/07/2016 às 12:10 #

    🙂 e nós agradecemos que ele tenha vivido o sonho!

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