Depois do regresso ao trabalho, o regresso ao ginásio.

3 Set

O horror. As pernas trémulas. As dores. A cerveja de quinze dias de férias a escorrer, dolorosamente, por cada um dos meus poros. As amêijoas, o vinho, as bolas de berlim, as sandochas de atum com maionese, as batatas fritas, as pizzas… tudo num engarrafamento corporal, à espera da sua vez para sair.

O coração também. E os pulmões. Tudo queria sair do meu corpo, numa migração de quem procura uma nova carcaça para começar uma vida mais descansada e sem estas paneleirices de acordar de manhã para treinar. Alguém que não tenha cedido às acusações de estar a ficar gordo que nem um elefante, quando se era apenas gordo que nem um porco. Alguém com espinha dorsal que não se dobre perante a possibilidade de ter que se alargar a entrada do prédio por sua causa.

Mas não saíram. Principalmente porque toda a gente que ali está, tem ar de estar mesmo a gostar daquilo e de ter uma vida bem mais saudável que a minha. E não é isso que se pretende.

Aliás, aquilo é gente que quando lhes dizem para fazer 21 repetições de não sei o quê… fazem mesmo. Sem perceber que quem diz 21… diz 3 ou 4.

Enfim… e pago para isto.

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