Respeitem a dor alheia.

2 Maio

Um ginásio deveria ser como um velório. Reuníamo-nos ali, cabisbaixos, tristes por sabermos que não queríamos lá estar e com muita esperança que tão cedo não precisássemos de voltar àquele local. Mas não…

Há pessoas contentes, felizes e – pior – não respeitando a dor alheia, estão convencidas de que aquele é o local e o momento para fazer piadinhas. Puta que pariu gentinha tão sorridente. E irritante.

Porque fica mais barato do que mandar alargar a porta do prédio, esta manhã fui a um ginásio. Durante aquela hora e meia de lenta agonia, senti-me num daqueles passatempos de última página de jornal, onde se pergunta “o que está a mais nesta imagem?“.

A alegria daquela malta… as coisas que diziam… as piadas… senhores, as piadas…


Ia morrendo. Física e psicologicamente.

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