Queriam ideias para salvar o país. Esta foi a minha. E não digam que vão daqui…

19 Jan

Acabe-se com os brandos costumes, acabe-se com o “cá estamos, vai-se andando“. Está na hora de assumir, frontalmente e sem rodeios, que precisamos de trocar de portugueses. Os que cá estão, não servem!

Está na hora de fazer regressar a elite nacional, a tropa especial portuguesa, o dreamteam, está na hora de ir buscar… os EMIGRANTES!

Os emigrantes são o “crème de la crème” ou – uma vez que é de Portugal que se fala aqui – são “a farinheira do cozido“. Está na hora de criar um sistema de rotatividade (ao estilo de Lopetegui, mas em bom) entre os portugueses residentes e os que estão “lá fora”.

Olhemos à nossa volta… há quanto tempo sabemos que os portugueses “lá fora” são os mais trabalhadores, os mais respeitados, desenrascados, criativos e competentes? Quantos casos de sucesso conhecemos de portugueses que partiram sem nada e hoje são os maiores, “lá fora”?

E os famosos cérebros que todos os anos vemos partir para países e empresas que querem apenas os melhores!? A mim ninguém me veio buscar. Ao senhor que está sempre bêbedo na porta do café da minha rua, também não. Também não ouvi falar de convites para o nosso primeiro-ministro. Isto não reforçará a ideia de que só cá ficam os burros!?

Reparem na selecção nacional, onde jogam os melhores!? Lá fora. Onde trabalha o português que criou a aclamada campanha da Dove!? Lá fora. Onde estava o Luís Jardim quando começou a trabalhar com os Stones!? Lá fora. Onde é que as porteiras deixam de ter fama de cuscas e passam a ser funcionárias exemplares, a quem as madames confiam a chave de casa!? Lá fora. Onde é que o trolha preguiçoso se transforma no responsável de obra que chega antes de todos para que a obra não atrase!? Lá fora. Onde é que o Joaquim de Almeida se transformou num reconhecido barão da droga sul-americano!? Lá fora. Onde é que a Daniela Ruah aprendeu a manejar uma semi-automática e a proteger um país como ninguém!? Lá fora. Até o Diogo Morgado que era visto como um “plagiador”, lá fora, transformou-se num “salvador”.

Os portugueses ficam mil vezes melhores assim que passam a fronteira. Ok… a Sara Norte teve alguns problemas na fronteira mas até ela aprendeu a sua lição e é hoje uma pessoa melhor.

Mandem vir os emigrantes! Tiremos daqui os portugueses que não conseguem dar a volta a isto e chamemos a tropa de elite! Terão um mandato de quatro anos para resolver as coisas, depois disso, voltam “lá pra fora” e fazemos regressar os que saíram agora. É preciso rodar a equipa.

O que mais precisa acontecer para percebermos isto!?

portugal quem és tu

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9 Respostas to “Queriam ideias para salvar o país. Esta foi a minha. E não digam que vão daqui…”

  1. Luisa Martins 19/01/2015 às 18:55 #

    mt bom 😀 😀

  2. Miss Lu 20/01/2015 às 09:13 #

    Factos, cá dentro somos tantos “tão bons”, que não nos destacamos… deve ser mais isso! 😛

  3. Pedro Paiva 20/01/2015 às 09:29 #

    Factos, confessa lá: começaste a escrever lá fora, não foi?

    Texto muito bom.

  4. Leoa Ferrenha 20/01/2015 às 10:46 #

    Grande texto.
    Parabéns por não ter medo das palavras. O assunto é delicado mas não deixa de ter razão no que diz…

  5. ZIP 20/01/2015 às 15:10 #

    A verdadeira questão é: os que estão lá fora querem regressar para um país onde lhes é retirada toda a oportunidade? Onde são sub-contratados por empresas como a PT, meo e afins para trabalhar em condições sub-humanas, porta-a-porta e sem salário?
    Ou falamos dos sortudos a quem são dados 500€ depois de se esforçarem por um canudo? Não falo dos que andam nas noites e passam com 10…esses são os que ficaram. Falo dos que tiveram boas notas, dos que se esforçaram, dos que se destacaram na área e que foram confrontados com os 500€/mês com contratos a termo fixo ou com oportunidades valente lá fora. Falo dos enfermeiros que aqui se sentiam felizes se tivessem um trabalho minimamente digno em comparação com aqueles que ganham 5000€ ou 8000CHFr mensais…

    E falando dos que estão sem canudo, será que uma mulher-a-dias que ganhe 3000€CHFr (como a minha mãe ganhava) e que dava para pagar carro, casa e manter 2 filhos e o marido enquanto o meu pai (construção civil 7000CHFr, que começou com um ordenado de 4500CHFr) e todos os meses o seu dinheiro foi deportado para Portugal na esperança de “um dia voltar”. Sim, eles voltaram e bem arrependidos estão, aliás vão regressar em breve de onde nunca deviam ter saído. Agora falemos dos meus primos que estão a ganhar os 7000CHFr no local onde o meu pai os levou… agora diga-lhes para virem para cá receber 500€ se tiverem sorte de ter trabalho e garanto que eles te mostram o dedo do meio.

    As pessoas querem dar o litro! Eu quero dar o litro. Sabes o que me oferecem? Trabalho porta-a-porta sem ordenado. Neste momento tenho que decidir entre 2 propostas: uma na Suiça e uma no UK. Garanto-te que se me oferecessem 500€ para ficar no meu “querido país” eu lhes mostrava o dedo do meio. E depois de ir não pretendo regressar a um país que me corta as pernas, que só dá trabalho a quem tem cunhas ou amigos nos sitios certos, a quem não tem brio ou não se esforça. Eu não andei a passear na universidade: dei o litro! Depois de um estágio profissional onde só me foram dados elogios levei um chuto no cú porque a seguir vem mais um que é pago pelo estado. O país está à espera de quê? Que as pessoas fiquem cá, sabendo que valem, que têm mestria e capacidades a receber 500€ ou ainda a pagar para trabalhar? Não obrigado.

    • Factos de Treino 20/01/2015 às 15:45 #

      Huummm… tenho que afinar a minha estratégia e limar alguns detalhes…

      (E agora, fora de brincadeira… toda a sorte do mundo numa dessas oportunidades. Esperemos que um dia voltes e que valha a pena voltar.)

      Abraço!

      • Zip 20/01/2015 às 18:50 #

        Espero nunca ter de voltar. Não faz parte dos meus planos e significaria cair no fundo do poço mais uma vez.

        Se a vida me correr mal no que diz respeito à minha área sei bem onde irei parar e não é cá. É no trabalho indiferenciado na Suiça. É que a grande diferença entre lá e cá é que lá, mesmo quem recebe “pouco” tem o suficiente para viver. Cá mal se ganha para sobreviver. Quem se consegue manter com 500€? Quem paga uma renda, água, luz, gás, alimentação e transporte para o trabalho? E depois, quando vamos viver?? Quando chegarmos à reforma e não houver lá dinheiro nenhum para receber, apesar de termos passado décadas a descontar?

        Eu gostava muito de Portugal, nunca gostei tanto de Portugal como quando era descendente de emigrantes e defendia o país dos outros descendentes de outros países. Era a nossa “rivalidadezinha” mas no fim do dia éramos amigos, viviamos bem e tínhamos uma muito boa vida.

        Sinceramente, preferia viver como a minha mãe que, sendo, empregada de limpeza num lar ganhava o suficiente para manter 3 pessoas e tudo o que estava associado a isso. Conhece alguma empregada de limpeza cá que, esteja contratada e ganhe o suficiente cá para conseguir isso? Ou conhece alguém cá que trabalhando na construção civil e sendo a mulher doméstica consegue construir um casarão, comprar terreno e fazer uma valente poupança ao longo de vários anos? Isto enquanto passeiam, compram boas roupas e nunca se privaram de absolutamente nada no que a alimentação, educação ou saúde diz respeito? Pois… eu mesmo deixando de ter oportunidades na minha área prefiro ser um desses lá fora do que ganhar a miséria por cá e Portugal nunca há-de ver um centavo do meu dinheiro a entrar cá. Exceptuando, talvez, as férias.
        Eu gosto do meu país caramba mas é este mesmo país que me manda embora todos os dias quando o que me oferece é miséria e escravatura. Eu tenho trabalho na minha área se quiser cá. Se quiser trabalhar gratuitamente tenho. A receber? Nem o ordenado mínimo!!

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