Conversa de velho.

15 Jan

Lembro-me de quando uma ida à terra demorava horas sem fim pelas estradas nacionais deste país. Lembro-me de enjoar no Luso, de parar em Rio Maior para comprar melão, de ver o Mosteiro da Batalha e de ouvir a cassete do Roberto Carlos umas quatrocentas vezes.

Lembro-me da primeira vez que andei de avião. Já não era nenhuma criança. Lembro-me de ir comprar o bilhete ao balcão da Tap no Marquês do Pombal. Lembro-me que já me estava a achar o maior só por ali estar mas, quando ouvi o preço do bilhete, não tive dúvidas… era um privilegiado. Lembro-me dos meus pais terem reforçado bem essa ideia, para que não me esquecesse do esforço que tinham feito. Não me esqueci.

Hoje fui ao Porto de avião. Quarenta minutos. Não paguei bilhete porque só tinha uma nota de vinte e a minha colega não tinha troco para me dar.

Não hão-de eles cair de vez em quando…

2015/01/img_1655.jpg

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Uma resposta to “Conversa de velho.”

  1. Limonada 15/01/2015 às 10:24 #

    Esta é à Velho do Restelo, Ó Factos. 🙂

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