Quem conta um conto…

21 Dez

Na sexta-feira, depois do jantar de Natal da empresa, fui para uma segunda festa. Como a educação é fundamental, fiz o que qualquer homem decente faz quando vai para a folia em casa de um amigo… além da minha mulher, levei uma amiga solteira. Longe de mim, aparecer de mãos a abanar.

Escolhi uma das melhores solteiras da empresa, agarrei-a por trás enquanto lhe apertava um pano cheio de éter contra a cara, enfiei-a no carro e levei-a para a tal festa, na esperança que, quando acordasse, não percebesse que já estava noutro local. O normal…

Mas o melhor da noite foi quando vi duas caras conhecidas do outro lado da sala e caí no erro de dizer ao amigo bêbedo que estava mais próximo: “Olha…conheço aquelas miúdas de algum lado. Aaah, já sei… interagem com o Factos mas não sabem que sou eu“.

Ainda a frase não tinha chegado ao fim e já se podia ver um corpo alcoolizado a atravessar a sala, enquanto dizia: “Vocês sabem quem é aquele meu amigo!??“.

Depois disso, foi o caos. As mulheres que se encontravam por perto, ouviram tal coisa e correram loucas para cima de mim. Algumas caíram violentamente no meio do chão, por tentarem despir-se enquanto corriam na minha direcção. Outras houve que, enquanto se tocavam, mordiam os seus próprios lábios freneticamente e tentavam chegar-se a mim para sentir o meu cheiro. Os homens presentes, resignados, diziam apenas que nada podiam fazer, que era o Factos e que, contra isso, não há argumentos. Lady Factos, com uma cadeira numa mão e uma garrafa partida na outra, tentava afastá-las e abrir caminho até à porta da rua. Finalmente, já com as roupas rasgadas, consegui sair de lá.

Ok… na verdade, as Factosdetrenistas presentes limitaram-se a dizer que liam umas patacoadas de vez em quando e que, 2 em cada 35 vezes, chegavam a esboçar ligeiros sorrisos. Foram super queridas, fizeram-me sentir o maior lá do sítio e depois foram à sua vida… para nunca mais voltar.

Mas isso não interessa nada. Sabemos bem o que se passava na cabeça delas. E via-se nos seus olhinhos que era isso que queriam fazer. Mas tiveram vergonha, é normal.

E escusam de dizer que estou a inventar. A história é minha, era o meu corpo que estava debaixo do efeito de muito gin, o ego doente por falta de atenção é meu e… lembro-me das coisas como eu quiser.

A memória é minha e ninguém manda em mim!

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Uma resposta to “Quem conta um conto…”

  1. caco 21/12/2014 às 20:26 #

    Ahahahahahahah! Tão bom! ! Ahahahahahah!!!!!!

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