Inspector de bancada.

24 Jun

Caso: Desaparecimento da pequena Joana no Algarve.
Momento: Entrevista à mãe da criança, na qual esta explica calmamente a última vez que tinha visto a miúda.
Comentário do Factos: Huummm… então mas desaparece-lhe a filha e ela, no meio do horror que deve estar a viver, consegue reproduzir exactamente a lista de compras que tinha dado à filha (ainda me lembro que era leite e atum)!?? Hummm… aqui há gato“.
Conclusão: Parece que foi condenada por ocultação de cadáver.

Caso: Duarte Lima ligado à morte de Rosalina Ribeiro.
Momento: Jornalistas explicam o que ligava o advogado à vítima e teciam algumas considerações sobre uns milhões oriundos da fortuna de Tomé Feteira.
Comentários do Factos:Hummm… então mas este gajo, com a posição e nota que tem, vai daqui ao Brasil para ir buscar a senhora num carro alugado a horas tardias!? E isto tudo depois de haver um desaguisado qualquer por causa de uns milhõezitos!?? Hummm… aqui há gato“.
Conclusão: O Duarte ainda não foi condenado por isto mas com o dinheiro e influência que tem… não podemos assumir que seja inocente desta salganhada.

Caso: Desaparecimento do puto Daniel na Madeira.
Momento: Entrevista ao pai da criança depois do miúdo aparecer.
Comentário do Factos:Humm… é certo que parece ser gente com pouca instrução e sem grande capacidade de argumentação mas… este gajo não levanta os olhos para olhar para os jornalistas!? Não tem o menor ar de alívio pelo desfecho conseguido!? Não sabe da mãe e parece meio alheado do facto de ter um filho que desapareceu durante dias e aparece no mato sem qualquer ferimento, etc!? Hummm… aqui há gato“.
Conclusão: Parece que o pai se safa mas a mãe estava a tentar vender o filho.

 

Caros senhores da Judiciária,
Estão à espera de quê para contratar aqui o menino como consultor!? Levo pouco à hora e garanto-vos que faço um brilharete nos interrogatórios. Nos casos destas mães que lixaram os próprios filhos, não prometo que os meus métodos não envolvam uns barrotes de madeira, nas trombas das visadas. Repetidamente. Mas não se preocupem. Elas falam.sherlock

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12 Respostas to “Inspector de bancada.”

  1. Rusty Ryan 24/06/2014 às 13:54 #

    Mas é que era mesmo assim. Por exemplo, aquele anormal do caso do Meco, tinha levado tantas mas tantas naquela tromba que tinha contado tudo num segundo, antes de se borrar todo.

    Sinceramente não se percebe a inércia das autoridades. Ou então sou eu que ando a ver muitos filmes…

  2. Diana Costa 24/06/2014 às 14:33 #

    Falta-te aí o caso da Maddie!

  3. Caco 24/06/2014 às 14:43 #

    Dá-lhe, Sherlock Factos. Quem sabe não é esse o caminho que tens de trilhar para chegar ao estrelato.

  4. Filipa 24/06/2014 às 20:57 #

    O problema das autoridades é que às autoridades não basta presumir, têm que conseguir provas e o mais concretas possível, senão, por muito que o seu bom senso lhes diga que ali cheira a esturro e vejam mesmo de onde vem o cheiro, isso depois não serve de nada e por isso é que, em alguns casos, ouvimos a opinião pública dizer, mas como é que aquele/a não ficou preso/a não se está mesmo a ver que… pois, mas não se provou e acreditem ou não, isto serve para a defesa de todos nós, é que a máxima subjacente, é que vale mais um criminoso à solta, que um inocente na cadeia.

    • Paulo Capelo 25/06/2014 às 10:55 #

      Ainda assim muitos inocentes vão lá parar.

      De qualquer das formas, a confissão vale alguma coisa e conseguir isso é que parece ser difícil. O polígrafo não é fiável, por isso terá que ser com chantagem negocial (ou não), ou com um barrote, de facto!
      Também sou apologista dos choques eléctricos com aumento gradual de intensidade. Desde o muito baixo até ao “Are you nuts?”.

      • Beatriz 25/06/2014 às 16:38 #

        O polígrafo não é fiável e obter confissões sob tortura é…?

        • Paulo Capelo 25/06/2014 às 20:04 #

          Com certeza! É raro não obterem um “Sim, confesso.”, logo seguido de um “Párem!!” Ou ao contrário…

          • Filipa 26/06/2014 às 01:14 #

            Paulo Capelo, percebo que certas coisas lhe metam raiva, a mim também, mas a Beatriz é que tem razão. Imagine que alguém o quer tramar e o acusa de ter cometido um crime e jura a pés juntos que foi você, e agora imagine que o levam preso e lhe fazem a si, aquilo que aqui propôs, também vai, a não ser que pertença a uma tropa de elite, confessar tudo o que quiserem e então lá ia um inocente parar à cadeia e é por essas e por outras, que esse não poderá ser jamais um método válido de obtenção de confissões e também é por essas e por outras, que por vezes a confissão só por si não chega.

            • Paulo Capelo 26/06/2014 às 11:27 #

              Bem, Filipa e Beatriz estão a levar este assunto muito a sério. Não que ele não mereça, eu é que não mereço. Estou a ser um pouco irónico (não totalmente, já explico), mas como só conhecem as minhas palavras, é natural que não dê para entender isso.

              É verdade que não se quer gente inocente nas cadeias (por todas as razões), mas quere-se muito mais culpados lá dentro. Sabe-se que há provas que não constituem prova válida em tribunal, mas quem está no terreno sabe muitas vezes que está mais que provado que aquela pessoa é a culpada, só que as provas não são aceites em tribunal e, como é óbvio, a pessoa não confessa. Nestes casos, podem ter a certeza que se fosse comigo, essas pessoas iriam encontrar umas portas onde bater com a cabeça e umas escadas por onde cair.

              Andam polícias (não os querendo defender, porque também os há de toda a espécie) a prender sujeitos, que meia dúzia de dias (ou horas) depois estão de novo cá fora a rir e fazer mais sabe-se lá o quê.

              Há coisas a mudar e não sou apologista da violência, apesar de poder parecer o contrário, mas essas coisas são as leis, que como sabemos (algumas) sofrem de uma inércia enorme e resistência à mudança, vai-se lá saber porquê…Até lá, no tipo de casos que mencionei, portas e escadas e barrotes com fartura nessa gente!

  5. Andreia Agostinho 25/06/2014 às 12:22 #

    Eu diria que és um bisionário, mas já acertaste mais que duas vezes.

  6. Miss Lu 25/06/2014 às 17:18 #

    Continuo sem perceber porque é que o pai do Daniel se safa. Não era cúmplice da mulher, nesta história toda?

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